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SÃO PAULO – O primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, disse nesta segunda-feira (10) esperar que a UE (União Europeia) defina condições razoáveis ao país caso o governo central busque um resgate, afirmando que não seria dito a ele onde reduziria exatamente os gastos públicos e que não cortaria aposentadorias.
A Espanha já recebeu auxílio de até € 100 bilhões (US$ 127,86 bilhões) da zona do euro para ajudar a amparar seus bancos em dificuldades, e deixou claro que poderia buscar um resgate soberano uma vez que os parceiros de moeda única e o BCE (Banco Central Europeu) detalharem as condições.
“Estou absolutamente convencido de que todos serão razoáveis, mas insisto de que não tomamos uma decisão”, afirmou Rajoy à rede de TV estatal espanhola em sua primeira entrevista desde que chegou ao poder, há mais de nove meses.
Nenhuma decisão sobre um resgate seria tomada antes dos encontros dos próximos dias 14 e 15 entre ministros das Finanças da zona do euro e da UE, acrescentou o premiê.
O presidente do BCE, Mario Draghi, revelou na quinta-feirass (6) detalhes sobre um programa ilimitado de compra de títulos para reduzir as taxas que estão sendo pagas por Espanha e Itália pela sua dívida soberana.
Mas Draghi afirmou que a autoridade monetária agiria apenas depois de um pedido de uso do fundo de resgate da zona do euro, algo que seria acompanhado de condições estritas.
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“Olharei para as condições. Eu não gostaria, e não poderia aceitar, que dissessem para mim quais seriam as políticas concretas sobre as quais deveríamos realizar cortes”, afirmou o premiê.
Rajoy elevou o imposto de renda e o imposto sobre valor agregado, e promoveu medidas de austeridade que cortaram bilhões de euros em gastos, incluindo em serviços públicos como educação e saúde, mas não mexeu nas aposentadorias.
“A primeira instrução que dei ao ministro das Finanças que está cuidando do orçamento (de 2013) é de que as pessoas que não seriam afetadas são os pensionistas”, completou.
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Apesar de renegar sua promessa de campanha de não aumentar impostos, Rajoy descartou pedir um voto de confiança ao Parlamento, afirmando que suas medidas são essenciais para o país atingir suas metas de déficit.