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SÃO PAULO – As commodities atravessam um período de forte valorização, o que levou a uma intensidade de alta sem precedentes segundo os índices de referência para o mercado. No entanto, esse movimento está para acabar, indicam os economistas da LCA Consultoria.
O avanço nos preços é influenciado por dois fatores: estruturais e conjunturais. Os primeiros contemplam a evolução das economias de países emergentes, como China e Índia, que demandam cada vez maior volume de matérias primas.
Fatores conjunturais perto do fim
No entanto, ganham importência os fatores conjunturais sobre os preços das commodities, como adversidades climáticas, distúrbios geopolíticos em regiões exportadoras de petróleo, a reconstrução do Japão após o terremoto do mês passado e a injeção de liquidez promovida pelo banco central norte-americano no decorrer da crise que se iniciou em 2008, indica a LCA em relatório.
Assim, o enfraquecimento de algumas destas questões, como a dissipação dos problemas climáticos e o aperto monetário em grande parte das economias emergentes deve trazer alívio. Também contribuirá a contenção dos agravantes políticos no norte da África e no Oriente Médio para países chave na oferta mundial de petróleo – como a Arábia Saudita -, o que leva os economistas da consultoria a afirmar que não acreditam no prolongamento significativo desta dinâmica.
Ademais, nesta tarde o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, concederá pela primeira vez uma entrevista coletiva – logo após a reunião do Fomc (Federal Open Market Committee) -, na qual poderá confirmar as expectativas por uma indicação do final do programa de alívio quantitativo em junho.
Petróleo deve continuar em alta
Por outro lado, a persistência dos conflitos sociais em alguns produtores de petróleo no norte da África e no Oriente Médio deve continuar a contar como um fator negativo. “Espera-se, então, que o petróleo continue pressionado por um bom tempo, gerando efeitos nocivos sobre o orçamento das famílias e estreitando a margem de lucro das empresas”, escrevem.