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SÃO PAULO – O ano de 2011 começou bem para o mercado de IPOs (Initial Public Offerings), de acordo com o relatório Global IPO Trends Report 2011, da Ernst & Young. Segundo o documento, divulgado nesta quarta-feira (30), foram 193 operações de abertura de capital no primeiro bimestre do ano – quatro deles no Brasil -, que movimentaram US$ 25,3 bilhões.
A empresa de consultoria e auditoria aponta a importância “decisiva” dos mercados emergentes nesse movimento, “sobretudo nas privatizações e operações locais de empresas multinacionais”. Em território nacional Arezzo (ARZZ3), Autometal (AUTM3), Sonae Sierra (SSBR3) e Queiroz Galvão (QGEP3) fizeram suas aberturas de capital no início do ano. Em breve, elas devem ser acompanhadas por outras 30 operações com captação média de US$ 500 milhões nos setores de varejo, petróleo e gás, mineração e demais setores voltados ao mercado doméstico, que emergiu como um dos pontos fortes do Brasil durante e depois da crise financeira global.
“O empresariado brasileiro cada vez mais se conscientiza de que acessar a bolsa é uma maneira de alavancar o crescimento de seu negócio”, diz Paulo Sérgio Dortas, sócio da Ernst & Young Terco para a área de IPOs. Para ele, a turbulência vinda do Oriente Médio e da África, que tem mexido com o humor dos mercados e com as cotações do petróleo, ainda não diminuiu o interesse pelos IPOs.
EUA dá sinais de melhora
O cenário nos Estados Unidos também se mostra positivo em relação aos últimos dois anos. Foram 26 IPOs que movimentaram US$ 9 bilhões no primeiro bimestre de 2011. “A lista dos próximos IPOs contém 150 companhias e a expectativa é de levantar US$ 24 bilhões”, aponta a consultoria.
De acordo com o estudo, essa relação inclui “empresas respaldadas por fundos de private equity e venture capital, empresas de rápido crescimento nos setores de tecnologia, imobiliário e de saúde além de empresas com base na China e spin-offs de grandes corporações e firmas americanas respaldadas pelo TARP do governo norte-americano”.