Não vai ser estatal

Equipe econômica quer que Embraer permaneça como empresa privada

O BNDES está organizando um empréstimo sindicalizado de US$ 1 bilhão e tentando atrair bancos privados para o negócio

Jato executivo Embraer Praetor 600, que oferece alcance intercontinental com excelente capacidade de carga útil.

(Bloomberg) — A equipe econômica quer que a Embraer (EMBR3) siga como uma empresa privada, segundo pessoas com conhecimento direto do assunto, e está organizando um empréstimo sindicalizado para ajudar a fabricante de aviões depois que o acordo com a Boeing foi abandonado.

O BNDES está organizando um empréstimo sindicalizado de US$ 1 bilhão e tentando atrair bancos privados para o negócio, disse uma das pessoas, que pediu para não ser identificada porque as discussões não são públicas. Os termos do empréstimo ainda não estão definidos e podem incluir garantias de preservar empregos, segundo a pessoa, além de debêntures conversíveis.

O governo, que ainda tem uma golden share na Embraer desde a sua privatização em 1994, não vê a empresa em necessidade de resgate, outra pessoa disse.

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O BNDES, que tem uma fatia de cerca de 5% na Embraer, não quis comentar, assim como o Ministério da Economia.

Mais cedo, a Embraer disse em uma resposta por email que não ia comentar sobre nenhuma discussão específica de financiamento, mas “qualquer acesso a fontes adicionais e complementares de financiamento envolverá bancos internacionais e nacionais como sempre foi prática da Embraer.”

O jornal Valor Econômico disse na segunda-feira que o BNDES planejava comprar pelo menos US$ 1 bilhão em ações a serem emitidas pela Embraer, uma operação que diluiria outros acionistas e colocaria o governo de volta no controle da empresa. Mais tarde, o jornal afirmou que o governo não queria retomar o controle da companhia e estava em discussões com bancos privados para uma solução.

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