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SÃO PAULO – Após semanas de especulações, o governo do Equador anunciou na última terça-feira (27) que o país não voltará a fazer parte da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo).
A decisão foi anunciada pelo Secretário de Comunicação da Presidência, Enrique Proaño, o qual admitiu que, financeiramente, o retorno do Equador ao órgão é inviável.
Em entrevista à rede de televisão “Ecuavisa”, Proaño admitiu que os benefícios recebidos não seriam compensadores, em vista dos custos demandados. “A Opep é um organismo onde todos são produtores poderosos enquanto nós somos produtores marginais. Poderíamos ver-nos obrigados a restringir nossa pouca cota de produção”, explicou.
Agitação na América Latina
As especulações a respeito do retorno do Equador à organização começaram durante o mês de maio, quando a Opep anunciou que daria início ao seu primeiro processo de ampliação nos últimos 30 anos. Países como Angola, Sudão e o Equador, teriam demonstrado interesse em participar como membros de pleno direito.
Na ocasião, o ministro de Energia equatoriano, Ivan Rodríguez, garantiu que o país estudava a possibilidade de retornar à Opep.
O Presidente Venezuelano Hugo Chávez também se entusiasmou com a notícia e assegurou que seu governo estava disposto a apoiar o Equador nessa empreitada.
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Ruptura
O Equador fez parte da Opep em meados da década de 1970, época em que o país vivia uma fase de euforia com a descoberta de suas reservas de petróleo, até 1992 quando o então Presidente Sixto Durán Ballén resolveu romper com o órgão.
Na época, Ballén justificou sua decisão com um argumento parecido com aquele apresentado por Proaño: o país não recebia benefícios suficientes em troca das mensalidades pagas.
Atualmente, a Opep é composta por Arábia Saudita, Argélia, Emirados Árabes, Indonésia, Iraque, Irã, Kuwait, Líbia, Nigéria, Catar e Venezuela.