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SÃO PAULO – A EPE (Empresa de Pesquisa Energética) acredita que a recuperação do consumo industrial de eletricidade continua, porém de forma lenta. Já a classe residencial e a comercial mantêm o ritmo forte de crescimento: nestes setores, a demanda por energia elétrica não foi afetada pela crise.
Os números indicam que o consumo brasileiro de eletricidade, em abril deste ano, somou 32,162 GWh, levemente abaixo do mesmo período de 2008 (-0,4%).
Consumo industrial
A queda no consumo industrial foi mais expressiva no segmento de mercado livre, constituído por consumidores, em sua maioria, voltados para exportação. Na região Sudeste, principalmente em Minas Gerais e no Espírito Santo, a redução é mais acentuada. Os pesquisadores enfatizam que nestes estados há indústrias voltadas para o mercado externo.
Em São Paulo, entretanto, o nível de retração do consumo é menor e a recuperação é mais acelerada que nos outros três estados da região, “certamente por ter um parque industrial mais diversificado e mais voltado para o atendimento da demanda doméstica”, afirmam os especialistas da EPE.
Consumo residencial e comercial
O consumo da classe residencial e da comercial manteve os níveis elevados, com crescimento, em abril, de 8,9% e 8,5%, respectivamente.
A EPE afirma os resultados foram “favorecidos por uma comparação deprimida: em abril de 2008 houve o efeito combinado de ocorrência de temperaturas baixas em relação à média histórica e de períodos mais curtos de leitura do consumo”.