Entre recomendações e empréstimo, MMX fecha pregão com alta de 4,59%

Valor total oferecido para financiar o projeto de Serra Azul chega a US$ 800 milhões; Santander e Barclays otimistas com o papel

Publicidade

SÃO PAULO – Principal destaque de alta do Ibovespa nesta terça-feira (15), as ações da MMX (MMXM3) subiram 4,59%, fechando cotadas a R$ 9,80, após o presidente da companhia, Roger Downey, afirmar ter recebido três ofertas de empréstimo no valor total de US$ 800 milhões para financiar o projeto de Serra Azul. Recomendações positivas de Santander e Barclays ajudaram a sustentar a tendência.

Vale mencionar que os papéis chegaram a registrar valorização de 6,19% no intraday, quando bateram a máxima do dia (R$ 9,95). Ao todo, 10.079 negócios foram realizados com os papeís ordinários, movimentando R$ 92,980 milhões.

US$ 800 milhões
A instituição está em fase final na escolha de bancos para captar até US$ 1,5 bilhão no mercado. Sem citar nomes, já que nenhum acordo foi efetivamente concluído até o momento, o presidente da MMX disse que os bancos ofereceram empréstimos de dez anos com taxas muito competitivas, entre 200 e 300 pontos base acima do oferecido pela taxa Libor.

Além disso, Downey afirmou que, caso a companhia aceite esta oferta de US$ 800 milhões, conselheiros financeiros ajudarão a captar os US$ 700 milhões, de modo a completar os US$ 1,5 bilhões.

Bom ponto de entrada
Ainda nesta terça-feira, a equipe de análise do Santander elevou de “underperform” para compra a recomendação para as ações da MMX. Os analistas, Felipe Reis, Alex Sciacio e Victoria Santaella, que assinaram o relatório do banco espanhol, relacionam isso à queda de quase 30% acumulada pelos ativos da mineradora nos últimos três meses. Para o trio, as incertezas já estão precificadas e o movimento de correção foi exagerado.

Quem também chamou a atenção para as cotações atuais da ação da MMX foi o Barclays Capital. Em relatório, os analistas do banco apontaram que os papéis da companhia apresentam um ponto de entrada interessante, devido às desvalorizações exageradas observadas recentemente.