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SÃO PAULO – Após seis quedas consecutivas, o dólar fechou em alta de 0,71% nessa terça-feira (5), terminando cotado a R$ 1,565. Esse movimento refletiu a piora no cenário externo, com o rebaixamento do rating português, e a compra de dólares por parte do Banco Central.
Além disso, o dólar Ptax fechou a data em R$ 1,5637, conforme divulgado pelo BaCen. A taxa referencia os contratos futuros na BM&F Bovespa. A autoridade monetária também realizou um leilão de compra de dólares no mercado cambial à vista. A operação ocorreu entre as 12h33 (horário de Brasília) e 12h38 e teve uma taxa de corte aceita em R$ 1,5644.
Ainda por aqui, declarações de Guido Mantega, ministro da Fazendo, repercutiram no mercado, após a afirmação de que o Governo poderá tomar novas medidas no sentido de reduzir a apreciação do real ante ao dólar, desta vez no mercado de derivativos.
Já o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, em discurso no Senado, destacou o ingresso de fluxos de capitais estrangeiros no País, afirmando que “é bom que não entrem em velocidade muito forte”. Tombini também sinalizou que o juro real deverá apresentar queda no País.
Piora no cenário externo
O dólar acentuou a alta, após a agência de classificação de risco Moody’s reduzir nesta terça-feira o rating para os títulos de longo prazo do governo português, de Baa1 para Ba2, com perspectiva negativa, elevando a aversão ao risco dos investidores. Vale mencionar que o Ibovespa acentuou as perdas no momento dessa divulgação, já que a piora no cenário internacional tende a levar uma fuga de investimentos tidos como menos seguros, como o mercado de capitais, para aqueles mais estáveis, como o dólar.
Por fim, foi divulgado pelo Departamento de Comércio norte-americano o resultado de maio do Factory Orders, indicador que acompanha os pedidos feitos à indústria do país. O resultado indicou uma variação de 0,8% e ficou um pouco abaixo das projeções, que apontavam uma taxa de 1%.
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Dólar comercial e futuro
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,5630 na compra e R$ 1,5650 na venda, alta de 0,71% em relação ao fechamento anterior. Com esta alta, o dólar acumula valorização de 0,19% em julho, frente à baixa de 0,93% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 6,07%.
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto segue o dia cotado a R$ 1,574, forte alta de 0,77% em relação ao fechamento de R$ 1,562 da última segunda-feira. O contrato com vencimento em setembro, por sua vez, opera em alta de 0,63%, atingindo R$ 1,585 frente à R$ 1,575 do fechamento de segunda-feira.
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,5645000.
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FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 4,10 para setembro de 2011, estável em relação ao que foi registrado na sessão anterior.