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SÃO PAULO – O dólar comercial opera instável na sessão desta segunda-feira (20), cotado a R$ 1,7180 na venda, uma leve baixa de 0,06%. Em meio ao cenário externo mais favorável desta sessão, investidores revelam expectativa frente ao anúncio do preço das ações na oferta da Petrobras, bem como possíveis medidas do Governo no mercado cambial.
Na próxima quinta-feira, os investidores acompanharão o anúncio dos preços das ações no âmbito da oferta realizada pela Petrobras, fato que pode pressionar ainda mais a cotação da moeda norte-americana “se o resultado a ser anunciado estiver perto do teto esperado de ingressos, que é de cerca de US$ 20 bilhões”, afirma Miriam Tavares, diretora de câmbio da AGK Corretora.
Investidores, no entanto, ponderam a atuação mais vigorosa no mercado de câmbio do Banco Central, com dois leilões diários de compra de dólar. A fim de enxugar o excesso de divisas no país, oriunda da oferta da estatal. Nesta sessão, a autoridade monetária já comprou dólares a R$ 1,717, após as 12h00.
Na sexta-feira a noite foram anunciadas mudanças na duração dos leilões de compra de dólares, que passa de 10 para 5 minutos. A ideia é aumentar o dinamismo dos processos de leilão da autoridade monetária nacional.
Cenário doméstico
Internamente, destaque para o relatório Focus, divulgado nesta sessão pelo Banco Central, em que a mediana das projeções dos analistas para a cotação do dólar comercial ao fim de 2010 caiu de R$ 1,77 para R$ 1,75. Já no mês, as projeções foram reduzidas de R$ 1,75 para R$ 1,73.
Ademais, o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio) divulgou que a balança comercial registrou um saldo positivo de US$ 525 milhões na terceira semana de setembro, quando foram registradas exportações da ordem de US$ 4,944 bilhões e importações de US$ 4,419 bilhões.
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Além disso, o governo elevou suas projeções para economia brasileira em 2010, prevendo agora um avanço de 7,2% do PIB (Produto Interno Bruto) no ano – 0,7 ponto percentual acima da estimativa anterior. Também foram alteradas as projeções para a inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), de 5,2% para 5,1% ao ano, para a Selic média, de 9,60 para 9,81% ao ano, e para a taxa de câmbio média, que foi de R$ 1,80 para R$ 1,78.