Entre indicadores e Europa, bolsas dos EUA operam sem tendência definida

Setor corporativo e discurso de Timothy Geithner sobre aumento da oferta de crédito do país também ficam em foco no pregão

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SÃO PAULO – As bolsas de valores dos Estados Unidos operam com sinais opostos na tarde desta terça-feira (22), com a divulgação de dados econômicos do setor imobiliário norte-americano divergentes e a volta da situação da dívida pública dos países da Zona do Euro ao foco de preocupações dos mercados. O secretário do Tesouro, Timothy Geithner, também é destaque na sessão, após dizer no Congresso norte-americano que vê melhora na oferta de crédito no país.

O índice S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, opera em desvalorização de 0,52% e atinge 1.107 pontos. O Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, negocia em leve baixa de 0,40% a 10.401 pontos, enquanto o Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, cai 0,10%, chegando a 2.287 pontos.

% Var Dia Pontos
 Nasdaq +0,06 2.290
 Dow Jones -0,28 10.413
 S&P 500 -0,36 1.109

Agenda
O número de vendas de casas usadas nos EUA caiu para 5,66 milhões em maio, na taxa anualizada. As expectativas do mercado eram de um aumento para 6,10 milhões, enquanto os dados de abril foram revisados para 5,79 milhões.

Já, os preços dos imóveis norte-americanos subiram 0,8% em abril, resultado acima da previsão de analistas de avanço de 0,3% e do aumento de 0,1% em março.

O secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner, disse em depoimento ao Congresso nesta terça-feira que a disponibilidade de crédito está melhorando e as empresas estão acumulando significativas reservas de dinheiro. Tais sinais, para Geithner, mostram que a economia dos EUA está em recuperação, preparando-se para retomar o crescimento.

Além disso, tem início nesta sessão a reunião de dois dias do Federal Reserve, que decidirá os rumos da política monetária norte-americana. A taxa básica de juro do país é mantida há meses em seu menor nível histórico, na faixa entre 0 e 0,25% ao ano.

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Europa
O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, anunciou a criação de um imposto sobre os bancos e o aumento da taxação sobre as vendas, além da redução da previsão de crescimento do país. As medidas fazem parte de um pacote de austeridade fiscal que inclui o congelamento de salários de funcionários públicos e cortes em programas de estímulo ao mercado imobiliário. O objetivo é reduzir o déficit orçamentário do país.

Ainda no continente, a agência de classificação de risco Fitch reduziu a nota do banco francês BNP Paribas para AA-, ante AA, citando uma piora na qualidade dos ativos e o nível de capital levemente abaixo da média. A notícia reacendeu as preocupações do mercado acerca da Europa, colocadas de lado na véspera com o ânimo gerado pela sinalização da China de flexibilizar o yuan.

Na Espanha, um relatório da agência Moody’s afirmou que a saúde financeira dos bancos do país está bem melhor do que o mercado financeiro pode supor.

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Destaques corporativos
Após a venda de casas usadas ter diminuído nos EUA, Alcoa e Home Depot, empresas ligadas ao setor de construção civil e imobiliário, veem suas ações caírem 1,66% e 2,16%, respectivamente.

No setor farmacêutico, os papéis da Walgreen despencam 6,14%, após os lucros do terceiro trimestre da empresa terem retraído 11% e decepcionado as expectativas dos analistas. As petrolíferas também operam em forte queda, com destaque para a BP, que vê seus ADRs recuarem 2,37% na sessão. 

Na contramão, as ações da Apple sobem 1,42%, após o anúncio da venda de mais de 3 milhões de iPads até 21 de junho, apenas 80 dias após o lançamento do produto. O Deustche Bank elevou a estimativa dos preços das ações da empresa de US$ 350 para US $ 375, afirmando que a demanda por iPhones e iPods pode exceder as expectativas.