Entre impasse nos EUA e prévia do PIB, Ibovespa Futuro opera próximo da estabilidade

Indicadores no Brasil, temporada de resultados, vencimento de opções e impasse nos EUA movimentam este pregão

Publicidade

SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro opera próximo da estabilidade nesta quarta-feira (16), em dia de forte agenda, com vencimento de opções, temporada de resultados trimestrais e a prévia do PIB (Produto Interno Bruto). Além das referências internas, os investidores ainda analisam a falta de acordo sobre o teto da dívida norte-americana, que aproxima-se perigosamente da data-limite imposta pelo Tesouro. Com o ambiente internacional misto, com índices europeus em queda após rali de alta e os contratos futuros norte-americanos em alta, os contratos futuros com vencimento nesta sessão operam próximos da estabilidade, com alta de 0,08%, a 54.205 pontos, na cotação das 9h09 (horário de Brasília).

Já o dólar comercial opera em queda de 0,09%, a R$ 2,18. O ambiente de incerteza também pode ser observado na alta do ouro no mercado internacional, com valorização de 0,46% na commodity, a US$ 1.279 por onça. O investimento é muito procurado em momentos de turbulência internacional.

Por aqui, o IBC-Br (Índice Mensal de Atividade Econômica) avançou 0,08% em agosto, ante o mês anterior, em dados dessazonalizados. Na comparação com julho de 2012, o indicador mostrou crescimento de 1,72%, segundo o Banco Central. No ano, o IBC-Br acumula alta de 2,92% e 2,31% nos últimos 12 meses.

EUA próximo de default
Com o prazo para o Congresso norte-americano aumentar o teto da dívida evitando um default técnino se esgotando, a agência de classificação de risco Fitch ameaçou na véspera cortar o rating dos EUA, citando que as autoridades não elevaram o teto da dívida no tempo certo, o que levanta dúvidas sobre a qualidade do crédito norte-americano e pode levar a uma crise de confiança, que afetaria a base da economia mundial. A última vez que o país teve seu rating cortado foi em agosto de 2011, quando o Congresso também enfrentava um impasse sobre a mesma questão.

Republicanos e democratas tem realizado sucessivas reuniões e tentativas de acordo, mas o impasse continua e diversos departamentos do governo norte-americano entram em seu 16º dia de paralisação, o que afeta inclusive a divulgação de indicadores econômicos, como o relatório de emprego, um dos mais importantes para o mercado.

Resultados trimestrais
Por aqui, a temporada de resultados trimestrais começou, com a Localiza (RENT3) divulgando seu balanço na noite da véspera, com alta de 43% em seu lucro do terceiro trimestre, alcançando R$ 102,1 milhões. Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) totalizou R$ 238,2 milhões, uma alta de 6,5%, enquanto a margem Ebitda (Ebitda/ receita líquida) registrou queda de 2,3 pontos percentuais, para 25,5%. A receita líquida consolidada teve alta de 16%, somando R$ 935,9 milhões.

Continua depois da publicidade

Nos EUA, a BlackRock, maior gestora de recursos do mundo, mostrou alta de 15% em seu lucro, que atingiu US$ 730 milhões no terceiro trimestre. Já o Bank of America mostrou lucro de US$ 2 bilhões, ante prejuízo um ano antes. Por outro lado, o lucro do BNY Mellon recuou para US$ 967 milhões no mesmo período.

Europa em queda
Na Europa, os principais índices acionários encerram uma forte sequência de ganhos, com as preocupações sobre os EUA pesando sobre o apetite por risco dos investidores, que preferem realizar os ganhos acumulados nos últimos dias a investir em mais ativos de risco. Por lá, o índice de preços ao consumidor subiu 1,1% em setembro, em linha com o esperado.

Na Itália, o primeiro-ministro Enrico Letta apresentou o orçamento do país para 2014, citando que pela primeira vez em muitos anos o orçamento não apresenta aumento em taxas ou cortes sociais. Já na Grã-Bretanha, a taxa de desemprego permaneceu em 7,7% em agosto, enquanto o número de empregados subiu para uma máxima recorde. Por fim, na Alemanha, o Partido Verde afirmou não ver terreno suficiente para formar um governo comum com a chanceler Angela Merkel, levando assim o grupo a ter que negociar com o PSD (Partido Social Democrata), o maior da oposição, em meio a divergências de pensamento sobre diversos assuntos.