Entre Grécia e reforma de saúde, pregão é de clima dividido na Europa e EUA

Wall Street sobe com papéis de farmacêuticas e puxa Ibovespa; dólar comercial inverte abertura e passa a operar estável

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SÃO PAULO – Sem grandes indicadores econômicos de peso como referência, os negócios em Wall Street e na Europa seguem influenciados por seus respectivos noticiários locais, que, com isso, ditam uma segunda-feira (22) de trajetórias divergentes nas principais bolsas do globo.

A chanceler alemã Angela Merkel afirmou que “investidores não devem esperar que a reunião entre os líderes da União Europeia resulte em um acordo quanto a um pacote de ajuda à Grécia”. Não à toa, o clima nas bolsas europeias é tenso e os principais índices do continente caminham para fechamento no campo negativo.

Em Wall Street, o bom humor prevalece entre os investidores após a aprovação pela Câmara dos Deputados da histórica proposta de reforma do sistema de saúde do país. Ações de farmacêuticas como a Merck e a Pfizer sobem forte e sustentam a reversão das trajetórias das bolsas por lá, que chegaram a operar em queda pela manhã.

Por aqui, o destaque da agenda fica para o relatório Focus, que trouxe projeções mais elevadas do mercado para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor no Atacado) e para o PIB (Produto Interno Bruto) do País em 2010. Já o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) referente ao segundo decêndio de março apontou inflação de 0,91%, abaixo da de 1,10% registrada no mesmo período de fevereiro.

Treasuries e petróleo
A despeito do movimento de alta das bolsas em Wall Street, o rendimento dos títulos de 10 anos do Tesouro norte-americano, principal referência de juro a longo prazo nos EUA, é negociado em leve queda, pressionando positivamente seu preço. Já o risco-país mostra-se estável a 194 pontos.

No mercado de commodities, o dia é de queda na trajetória dos preços das principais commodities – a exceção fica por conta do petróleo. O óleo bruto é negociado em Nova York com leve valorização de 0,03%, cotado a US$ 79,89 o barril.

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Câmbio e renda fixa
Por sua vez, o dólar comercial reverte o movimento de alta observado na abertura de suas negociações e passa a operar estável nesta tarde, cotado a R$ 1,800.

Já no mercado de renda fixa, as taxas dos contratos de DI futuro negociadas na BM&F Bovespa refletem a deterioração das expectativas inflacionárias do mercado demonstrada pelo relatório Focus e operam em movimento predominante de alta.

Ibovespa em leve alta
O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, apresenta leve alta de 0,08% nesta tarde e atinge 68.859 pontos. O volume financeiro é de R$ 2,812 bilhões.

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O principal destaque positivo fica com as ações ordinárias da JBS (JBSS3), que registram valorização de 3,72% e são cotadas a R$ 8,09. Apesar dessa variação, a baixa acumulada desde o início do ano chega a -13,20%.

 As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 JBSS3 JBS ON 8,09 +3,72 -13,20 62,61M
 NATU3 Natura ON 36,10 +2,64 +1,88 9,92M
 MRVE3 MRV ON 13,50 +2,12 -4,26 14,71M
 RDCD3 Redecard ON 30,94 +1,78 +6,69 17,81M
 VIVO4 Vivo Part PN 49,58 +1,60 -5,02 9,44M

As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

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Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 KLBN4 Klabin PN 5,52 -4,17 +3,95 6,89M
 ELET6 Eletrobras PNB 32,20 -2,87 +2,05 18,43M
 ELET3 Eletrobras ON 26,21 -2,57 +0,71 17,86M
 USIM3 Usiminas ON 55,99 -1,79 +11,78 5,31M
 GOAU4 Gerdau Met PN 33,55 -1,58 -3,92 8,08M

* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)