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SÃO PAULO – O indicador de risco-País encerrou a terça-feira (4) em queda de 13 pontos-base, ampliando a baixa vista na véspera e fechando o dia aos 164 pontos.
O movimento do indicador reflete o agitado noticiário econômico do pregão, a começar pela a ata da última reunião do Fomc (Federal Open Market Committee), mostrando que alguns membros do comitê não estão tão abertos a possíveis ajustes no programa de US$ 600 bilhões em compras de títulos aprovado pelo banco central dos Estados Unidos no final de 2010, no chamado QE2 (Quantitative Easing 2).
O Fed destacou que a economia do país seguia crescendo em um ritmo moderado, e voltou a dizer que o tamanho do programa seria constantemente reavaliado. Contudo, para alguns membros do comitê, esta ligeira melhora econômica não é o suficiente para fazer com que o governo altere o volume de compras de títulos públicos por ora, considerando que seria necessário mais tempo para avaliar a situação da economia norte-americana.
Além disso, nos EUA, foram divulgados ainda os números referentes ao Factory Orders, indicador responsável por mensurar mensalmente o número de pedidos realizados pela indústria, de bens duráveis e não-duráveis. Em novembro, houve alta de 0,7%, enquanto o consenso de mercado aguardava uma redução de 0,3%.
Controle de gastos
Por aqui, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o governo está trabalhando para reduzir os gastos orçamentários do País. Mesmo sem anunciar novas medidas restritivas à entrada de capital estrangeiro, Mantega disse que o governo está “preparado para adotar medidas adicionais se necessário”.
O ministro focou seu discurso no corte de gastos orçamentários do governo, explicando que tem sido realizada uma avaliação minuciosa em cada ministério. “Haverá uma posição forte do governo na redução de gastos, o que terá efeito a médio prazo no câmbio”, completou.
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Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em alta de 0,82% na noite desta terça-feira, cotado a 135,05 centavos de dólar.
Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 164 pontos-base.
O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.
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Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.
Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.