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SÃO PAULO – O indicador de risco-País encerrou a sessão desta quarta-feira (2) em queda de oito pontos-base, atingindo os 165 pontos. O movimento do indicador reflete a divulgação de índices inflacionários apontando para uma diminuição do ritmo da inflação interna, além do clima de espera pelo resultado da elevação da taxa básica de juros (Selic), divulgado no final dessa sessão.
O Copom (Comitê de Política Monetária) anunciou na noite desta quarta-feira sua decisão de elevar a meta para a taxa básica de juros da economia brasileira em 50 pontos-base. Sendo assim, a Selic passa a 11,75% ao ano, seguindo o caminho de ajuste que visa trazer a trajetória inflacionária próxima à meta estipulada pelo governo. O aumento no juro básico será repercutido na próxima sessão.
Na agenda de indicadores domésticos desta sessão, destaque para o resultado de fevereiro do IPC-Fipe, que apontou taxa de 0,60%, queda de 0,55 ponto percentual na passagem mensal. O resultado foi pressionado principalmente pela queda na inflação dos preços dos alimentos, educação e transportes.
Agenda norte-americana
Lá fora, a divulgação do Livro Bege do Fed apontou que a economia dos EUA segue melhorando em ritmo “modesto a moderado”, afirmando que algumas indústrias manufatureiras estão tendo sucesso ao elevar seus preços, uma das pré-condições para uma melhora no cenário inflacionário do país.
Nesta sessão, o mercado também recebeu com bons olhos o número de postos de trabalho no setor privado dos EUA, que avançou mais do que o esperado em fevereiro, de acordo com os dados do ADP Employment Report. Foram abertas 217 mil vagas no setor privado do país no último mês, resultado superior às expectativas do mercado, que previam criação de 165 mil vagas. O desempenho também ficou acima da medição anterior que apontou 187 mil vagas, segundo dados revisados.
Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou na noite dessa quarta-feira em alta de 0,39% cotado a 134,55 centavos de dólar.
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Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 165 pontos-base.
O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.
Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.
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Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.