Entre altos e baixos: conheça a história da relação entre ALL e Cosan

Relação entre as duas companhias é de altos e baixos e, atualmente, envolve uma negociação para uma eventual fusão entre a ALL e a Cosan

Reuters

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SÃO PAULO, 15 Jan (Reuters) – A América Latina Logística, a ALL (ALLL3), maior empresa independente do setor na América do Sul, e a Cosan, uma companhia de açúcar e etanol em sua origem, têm uma história de cooperação de longa data em meio à necessidade do escoamento ferroviário da produção de commodities até os portos do país.

Essa história, de altos e baixos, atualmente envolve uma negociação para uma eventual fusão entre a ALL e a empresa de transporte da Cosan (CSAN3), a Rumo Logística. No passado, já houve uma negociação frustrada para entrada da sucroalcooleira no capital da operadora de ferrovias.

A Cosan, principal produtora individual de açúcar e etanol do país, vem buscando cada vez mais se firmar como uma empresa de infraestrutura e energia.

Confira a seguir os principais fatos da relação entre as duas empresas:

Pelo acordo, a Rumo iria investir em um sistema de transporte ferroviário, apoiado na operação da ALL que, por sua vez, garantiria o transporte 1,09 milhão de toneladas/mês a partir do quarto ano do contrato.

A transação estava sujeita ao cumprimento de certas condições como a autorização de todos os signatários do acordo de acionista da ALL, além das aprovações governamentais necessárias.

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Já a ALL afirmou na ocasião que não priorizava uma carga em detrimento de outra, mas admitiu que restrições de capacidade alheias à sua vontade impediram o atendimento de 100 por cento dos volumes assumidos em contrato. Segundo a empresa, esses volumes assumiam a entrada em operação do trecho de duplicação da malha ferroviária entre Itirapina e Santos, o que não ocorreu.

Na mesma ocasião, a Rumo ingressou com pedido de arbitragem contra a operadora ferroviária ALL, para fazer valer seus direitos contratuais.