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SÃO PAULO – O governo federal anunciou, nesta terça-feira, o programa Revitaliza, que agrega uma série de medidas com o intuito de garantir a competitividade nacional – principalmente àquelas indústrias atingidas pela constante queda do dólar.
No entanto, as modificações não parecem ter agradado alguns setores da sociedade. A Força Sindical, por meio de nota, explicou que as propostas são válidas, mas demoraram muito para serem elaboradas.
“Com a morosidade, os setores têxtil, confecções, calçadista, moveleiro, eletroeletrônico e automotivo perderam competitividade, muitas empresas fecharam as portas ocasionando desemprego e perda de receita para os municípios e Estados.”
Custos x empregos
O Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) levou em conta outro ponto. “Por não reduzirem os custos correntes de produção desses setores, (as medidas) não contribuirão com a premência que delas se esperava para melhorar a sua competitividade”.
A entidade ressaltou que houve um desbalanceamento no conjunto de medidas, o que prejudicou o “objetivo anunciado de salvaguardar o emprego”.
A Confederação Única dos Trabalhadores (CUT) também citou a questão dos postos de trabalho. Segundo o sindicato, as linhas de financiamento, investimento ou isenções fiscais deveriam incluir cláusulas que condicionassem as empresas a manter e gerar empregos com carteira assinada e a investir no aprimoramento educacional de seus trabalhadores.