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SÃO PAULO – Por ainda serem uma modalidade nova de investimento no Brasil, muitos investidores desconhecem o funcionamento dos ETFs (Exchange Traded Funds) – também conhecidos como fundos de índice -, bem como a maneira de se investir neles.
O diretor de renda variável da BM&F Bovespa explica que o processo é simples, e segue a forma tradicional de aplicar em ações. O investidor deve procurar uma corretora de valores, criar uma conta e fazer as ordens, como se estivesse lidando com papéis individuais.
Partes envolvidas
Aqui no País, a BM&F Bovespa oferece essa modalidade desde 2008. A bolsa paulista se encarrega de fornecer a plataforma para a listagem, compra e venda do ativo, enquanto o gestor do fundo é o responsável por replicar a performance do índice de referência. Já o administrador emite e resgata as cotas do investimento.
As corretoras, por sua vez, são autorizadas a emitir e resgatar lotes mínimos de ETFs, relacionando-se diretamente com o administrador. Por último, os formadores de mercado são responsáveis por manter a liquidez, comprando e vendendo diariamente os ETFs, obedecendo a critérios de quantidade e de spread.
Em relação ao custo do fundo, ele será o preço de negociação obtido na bolsa de valores, acrescido dos emolumentos da BM&FBovespa e da taxa de corretagem. Além disso, as despesas de taxa de administração e as eventuais receitas provenientes de empréstimos de ações integrantes da carteira já estão incorporadas nas cotas do fundo.