Ensaiando retomada, Nikkei estende ganhos da véspera e fecha com forte alta

Automobilísticas e exportadoras avançam em Tóquio, após iene desvalorizar-se; corretoras de títulos lideram queda em Xangai

Publicidade

SÃO PAULO – Pelo segundo pregão consecutivo, o índice Nikkei encerrou com forte valorização nesta quarta-feira (29), impulsionado por automobilísticas e exportadoras.

Do outro lado do mar do Japão, a bolsa de Hong Kong fechou em leve alta, enquanto a bolsa da China caiu, sendo a última influenciada por manufatureiras e instituições financeiras.

Iene fraco, receita forte

Perante a forte valorização do dólar face ao iene – a maior variação percentual desde janeiro de 1974 -, exportadoras vêem seus horizontes de rendimentos ampliarem-se, dada a expectativa de maiores ganhos, tanto por margem quanto por escala.

Diante desta conjuntura, os papéis da Panasonic subiram 4,6%, assim como os da rival Canon, cuja valorização foi maior, de 6,9%. Na mesma esteira, os ativos de Nintendo e Daikin Industries – fabricante de ar condicionado que obtém maior parte de sua receita na Europa – avançaram 12% e 17%, respectivamente.

Automobilísticas disparam

Também sofrendo os reflexos da apreciação do dólar frente ao iene, as ações da Honda valorizaram-se 18%, obtendo a maior variação positiva desde 1974 e acumulando os ganhos deste pregão à alta de 14% ocorrida na véspera. Igualmente beneficiados, os papéis de Toyota e Nissan dispararam 10% e 11%, respectivamente.

Em adição, vale ressaltar dois aspectos que contribuíram para a sessão de expressivos ganhos em Tóquio: a expectativa do mercado de que o BoJ (Bank of Japan) cortará em 0,25 ponto percentual o juro básico do país e a forte valorização dos índices acionários em Wall Street, que disseminou confiança nos investidores de que a recuperação pode ocorrer.

Continua depois da publicidade

Resultados afetam Xangai

A Haitong Securities divulgou os resultados operacionais do terceiro trimestre. A corretora de títulos registrou lucro líquido de US$ 93,7 milhões, montante 35% inferior ao obtido no mesmo período de 2007. Como resposta, seus ativos caíram 7,8%.

Dilatando o pessimismo para o setor, o periódico South China Morning Post noticiou que o governo chinês poderá postergar a aprovação das posições descobertas (short sellers) em Xangai. Neste panorama, as ações de Citic Securities e Guoyuan Securities despencaram 7,4% e 7,8%, respectivamente.

Por último, os papéis da Guangxi Liugong Machinery recuaram 10%, acumulando esta desvalorização às perdas de 10% da véspera. A baixa destes ativos justifica-se pelos resultados do terceiro trimestre da fabricante de maquinarias, que apontaram queda de 83% no lucro líquido, dados os maiores custos com matéria-prima.

Continua depois da publicidade

Confira as cotações

O índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, encerrou o pregão em forte alta de 7,74%, chegando a 8.212 pontos e, com isso, o acumulado no ano aponta para baixa de 46,35%.
Já o índice Hang Seng, da Bolsa de Hong Kong, apresentou valorização de 0,84%, enquanto o índice Shangai Composite, da Bolsa de Xangai, caiu 2,94%.


%Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
Nikkei +7,74 8.212 -30,07 -46,35
Hang Seng +0,84 12.702 -28,96 -54,33
Shangai Composite -2,94 1.720 -25,02 -67,31