Enquete: sucesso do BTG Pactual não garante onda de IPO no mercado brasileiro

De um total de 1.440 participantes, 44% não acredita que a oferta do banco de Esteves levará outras empresas à bolsa

SÃO PAULO – Apesar do sucesso do IPO (Initial Public Offer) do BTG Pactual (BBTG11), a maioria dos leitores da InfoMoney não espera uma onda de empresas abrindo capital na BM&FBovespa em 2012.

De acordo com a enquete realizada pelo portal, de um total de 1.440 participantes, 44% não acreditam que a oferta pública inicial do banco de investimentos será capaz de puxar outras novatas para a bolsa brasileira. Para esses leitores, com as principais economias do mundo em crise e com a China dando sinais de desaceleração, os investidores não deverão se mostrar muito dispostos em participar desse tipo de oferta.

Em linha com os mais pessimistas, 46% dos participantes desconfia que a oferta da companhia fundada por André Esteves possa levar outras empresas ao mercado de ações brasileiro. Essa parcela dos leitores respondeu “em partes” por considerar que o sucesso do IPO está muito mais relacionado ao prestígio do BTG Pactual no mercado do que propriamente à situação favorável da bolsa doméstica.

A minoria dos votantes, por outro lado, está confiante de que a estreia do banco na bolsa possa puxar outros IPOs. Segundo a enquete, 10% dos leitores avalia que a forte demanda pelos papéis do BTG sinaliza que os investidores estão mais dispostos a participarem dessas ofertas no mercado brasileiro.

Maior em quase 3 anos
O BTG Pactual entrou na bolsa em 26 de abril deste ano, emplacando a maior oferta inicial do mercado acionário brasileiro em quase três anos. O banco de Esteves levantou R$ 3,656 bilhões com a venda de 117 milhões de units, a R$ 31,25 cada – centro da faixa fixada pelos coordenadores da oferta, que ia de R$ 28,75 a R$ 33,75. Foi o maior IPO desde os cerca de R$ 14 bilhões levantados por outro banco, o Santander Brasil (SANB11), em outubro de 2009.  

A oferta foi a segunda realizada no mercado brasileiro em 2012, após um jejum de nove meses. A primeira, que aconteceu três dias antes, levou a locadora de automóveis Locamerica (LCAM3) à bolsa brasileira. No dia de estreia, as ações do BTG Pactual fecharam com alta de 0,64%, depois de terem subido 4,26% na cotação máxima do pregão.