Proposta de junção

Eneva envia proposta de fusão com AES Tietê para criar “gigante do setor”; units TIET11 saltam 23,60%

A proposta apresentada ao Conselho da AES Tietê visa a agregar os negócios das duas companhias, resultando na unificação das bases acionárias

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SÃO PAULO – A Eneva (ENEV3) enviou à geradora AES Tietê (TIET11) uma proposta de combinação de negócios entre as companhias que resultaria na criação de uma “gigante no setor de geração” de energia no Brasil, informou a empresa controlada pelo grupo norte-americano AES nesta segunda-feira (2).

“A proposta apresentada ao Conselho de Administração da AES Tietê visa a agregar os negócios das duas companhias, resultando na unificação das bases acionárias em uma companhia aberta listada no Novo Mercado da B3, com sólido portfólio de ativos, recursos complementares e potencial de se beneficiar de significativas sinergias operacionais e financeiras”, destaca a Eneva.

Após a proposta, os ativos TIET11 saltaram 23,60%, a R$ 18,80. Já as ações da Eneva avançaram 8,44%, a R$ 46,36.

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A Operação compreende uma relação de troca de 0,0461 ações ordinárias de emissão da Eneva para cada ação ordinária ou preferencial de emissão da AES Tietê ou de 0,2305 por unit, mais uma parcela em dinheiro total de R$ 2,75 bilhões, equivalente a R$ 1,38 por cada ação ordinária ou preferencial ou R$ 6,89 por unit.  A relação de troca está sujeita a ajustes nos termos da proposta.

A proposta está sujeita (i) à aprovação pelos acionistas da Companhia e da AES Tietê reunidos em assembleia geral; (ii) à aprovação prévia do Conselho Administrativo de Defesa Econômica – CADE; e (iii) à aprovação prévia da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

A relação de troca contemplaria prêmio de 13,3% sobre o preço de fechamento das ações da AES Tietê no pregão anterior à proposta.

A AES Tietê disse que analisará a oferta “de foram detalhada, mantendo o mercado informado sobre eventuais desdobramentos”.

Conforme aponta a Levante Ideias de Investimento, a fusão entre Eneva e AES Tietê tem alto potencial sinérgico e, portanto, deve beneficiar as duas empresas.

A Eneva possui um parque gerador de 2,8 mil megawatts (MW), dos quais cerca de 2,2 mil MW em operação. A AES Tietê, por sua vez, possui um parque gerador de cerca de 3,4 mil MW, composto principalmente por hidrelétricas.

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“Caso a fusão seja consumada, a nova companhia seria a segunda maior geradora de energia privada do País, com capacidade de geração de 6,2 mil MW e faturamento anual de R$ 5 bilhões. O nível de endividamento é controlado: com relação dívida líquida/Ebitda de cerca de 3 vezes”, aponta a equipe de análise.

Com a AES, além do aumento de capacidade, a geração será mais diversificada. A distribuição da nova empresa terá 44% da energia obtida por meio de hidrelétricas, 44% por térmicas, 7% serão de energia eólica e os 5% restantes serão de energia solar. “Dessa forma, a Eneva poderá ofertar energia durante todo o ano e não somente quando as térmicas são acionadas. Além disso, a fusão deve aumentar consideravelmente a liquidez das ações”, apontam os analistas.

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