Eneva dispara 15% na Bolsa com leilão de energia bastante positivo; Copel salta 5,5%

Na visão dos analistas do Goldman, os números preliminares apontam para retornos atraentes para a Eneva

Lara Rizério

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As ações da Eneva (ENEV3) foram destaque de alta nesta quarta-feira (18) e fecharam com ganhos de cerca de 15%, sendo seguidas pela Copel (CPLE3) como a maior alta do Ibovespa. ENEV3 fechou com ganhos de 15,08% e CPLE3 teve ganhos de 5,56%.

O movimento de forte alta ocorreu em meio à divulgação dos resultados dos Leilões de Reserva de Capacidade 2026.

Conforme destaca o Goldman Sachs, os números preliminares publicados dos Leilões de Reserva de Capacidade (LRCAP) de 2026 em andamento apontam para descontos de 2%/0% nos preços máximos para os produtos de 2026/2027 e descontos de 0%/6% para usinas térmicas existentes/novas para o produto de 2028.

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Na visão dos analistas do banco, os números preliminares apontam para retornos atraentes para a Eneva, assumindo que a empresa tenha conseguido recontratar ativos expirados/em vias de expirar em 2026-2028, que já estão incluídos no modelo do Goldman (Itaqui, Pecem II, P1, P3, Viana, Povoação e LORM) com descontos de 0-2%, conforme os resultados preliminares do leilão (o cenário base previa 0%), e assumindo que a empresa tenha conseguido contratar o projeto greenfield Celse 2 com um desconto de 6% (conforme os resultados do leilão de 2028), seria uma ligeira surpresa positiva em relação ao desconto de 10% em nosso cenário base.

“O leilão ainda está em andamento e a Eneva pode eventualmente contratar outros projetos greenfield, caso em que poderia haver um risco de alta em relação ao nosso preço-alvo de R$ 25 por ação. Para contextualizar, nossa análise indica que o projeto Ceiba, se bem-sucedido, poderia adicionar R$ 6,9 por ação”, aponta o Goldman, que tem recomendação de compra para as ações da Eneva.

O governo contratou 18.977,158 megawatts por ano (MW.ano) em disponibilidade de potência proveniente de usinas termelétricas existentes e novas, bem como de usinas hidrelétricas, no leilão de reserva de capacidade (LRCap), realizado nesta quarta-feira, 18. O preço médio foi calculado em R$ 2,334 milhões por MW.ano, resultando em deságio médio de 5,52%.

Realizado pelo Ministério de Minas e Energia, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), o leilão de reserva de capacidade era muito aguardado pelo mercado, tendo em vista que um certame similar estava inicialmente previsto para ter sido feito em junho de 2025, mas foi cancelado em meio a uma onda de judicializações a respeito dos critérios estabelecidos para a disputa.

(com Estadão Conteúdo)

Lara Rizério

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.