Publicidade
SÃO PAULO – A Eneva (ENEV3) entrou na briga para evitar um pagamento de ao menos R$ 600 milhões caso a OGX Petróleo (OGXP3) seja declarada inadimplente, na próxima sexta-feira (1). Esse pagamento teria de ser feito por causa de uma cláusula de cross-default por causa da OGX Maranhã, uma joint-venture das duas empresas para a produção de gás natural.
A OGX é detentora de 66% da empresa, enquanto a Eneva – ex-MPX – é dona de 33%. A Eneva tenta um acordo para evitar o direito de pagamento antecipado, além de tentar um acordo para comprar o restante de participação ela mesma. Essa última parte do acordo é especialmente importante para que a OGX pague os US$ 45 milhões que deve aos investidores.
A Eneva foi fundada por Eike, mas hoje é controlada pelo grupo alemão E.On – que começou a comprar ações da MPX ainda em janeiro de 2012, antes que a crise apertasse no grupo EBX. Na época, o CEO (Chief Executive Officer) Johannes Teyssen descreveu Eike Batista, na época 7º omo “um dos homens de negócio de maior sucesso no Brasil”.
Desde então, a E.On se tornou a maior acionista da Eneva em maio de 2013. Procurada pela agência Bloomberg, a E.On disse que está monitorando todos os desenvolvimentos relevantes da Eneva, mas que prefere não comentar os negócios do empreendimento com a OGX. Eike ainda é parte do acordo de acionista controlador da Eneva.
As dívidas de R$ 600 milhões da OGX Maranhão são com os bancos Santander, Morgan Stanley e Itaú BBA – e devem ser pagos imediatamente, pela Eneva, em caso de inadimplência da OGX ou recuperação judicial. Além da própria Eneva, a Petra – parceira na exploração do gás – também estaria interessada.