Publicidade
A Energisa (ENGI11) anunciou a venda de cinco linhas de transmissão já operacionais para a Taesa por um valor total de patrimônio líquido de R$ 1,54 bilhão. Para os analistas de mercado, a operação foi positiva, com impacto favorável para a operação da companhia.
De acordo com o Bradesco BBI, a venda poderá ajudar a reduzir a alavancagem financeira da companhia em 0,15x. Graças a transação, a relação dívida líquida/Ebitda cairia de 3,5x para 3,35x no primeiro trimestre de 2026. Em um ambiente macroeconômico desafiador, com juros elevados no Brasil, os analistas destacam o movimento como positivo.
Os cinco ativos (EPA I, EPA II, ETT, ETT II e EGO I) representam cerca de 27% dos ativos atuais de transmissão da companhia em termos de receitas permitidas. Eles correspondem a R$ 275 milhões de um total de R$ 1 bilhão.
Em termos de valuation, o valor de patrimônio líquido de R$ 1,5 bilhão implica uma taxa de retorno interno ajustado (TIR real) de aproximadamente 9% para a Energisa. De acordo com o modelo do BBI, essas linhas ficariam avaliadas em cerca de R$ 1,45 bilhão.

Energisa vende cinco ativos de transmissão à Taesa por R$ 1,5 bi
Preço da operação com data base ao final de 2025 considera um ‘enterprise value’ de R$ 2,293 bilhões e um valor da dívida líquida dos ativos de transmissão de R$748 milhões

Banco do Brasil aprova R$ 340,7 mi em JCP relativos ao 2º tri
O montante corresponde a R$ 0,06 por ação ordinária e será pago em 11 de junho
Para o Goldman Sachs, a transação também abre mais oportunidades de alocação orgânica de capital nas concessões de distribuição da companhia.
Desta forma, conforme os analistas do banco, a companhia conseguiria gerar retornos acima do seu custo de capital. Isso poderá ocorrer, em especial, ao entregar custos operacionais abaixo dos parâmetros regulatórios.
Continua depois da publicidade
Nessas operações, conforme o banco, a Energisa pode gerar spreads positivos entre retorno sobre o capital investido (ROIC) e custo médio ponderado de capital (WACC).