Energisa (ENGI11): o que representa a venda de ativos de transmissão por R$ 1,5 bi

Os cinco ativos vendidos representam cerca de 27% dos ativos atuais de transmissão da companhia

Erick Souza

Ativos mencionados na matéria

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Publicidade

A Energisa (ENGI11) anunciou a venda de cinco linhas de transmissão já operacionais para a Taesa por um valor total de patrimônio líquido de R$ 1,54 bilhão. Para os analistas de mercado, a operação foi positiva, com impacto favorável para a operação da companhia.

De acordo com o Bradesco BBI, a venda poderá ajudar a reduzir a alavancagem financeira da companhia em 0,15x. Graças a transação, a relação dívida líquida/Ebitda cairia de 3,5x para 3,35x no primeiro trimestre de 2026. Em um ambiente macroeconômico desafiador, com juros elevados no Brasil, os analistas destacam o movimento como positivo.

Os cinco ativos (EPA I, EPA II, ETT, ETT II e EGO I) representam cerca de 27% dos ativos atuais de transmissão da companhia em termos de receitas permitidas. Eles correspondem a R$ 275 milhões de um total de R$ 1 bilhão.

Em termos de valuation, o valor de patrimônio líquido de R$ 1,5 bilhão implica uma taxa de retorno interno ajustado (TIR real) de aproximadamente 9% para a Energisa. De acordo com o modelo do BBI, essas linhas ficariam avaliadas em cerca de R$ 1,45 bilhão.

Para o Goldman Sachs, a transação também abre mais oportunidades de alocação orgânica de capital nas concessões de distribuição da companhia.

Desta forma, conforme os analistas do banco, a companhia conseguiria gerar retornos acima do seu custo de capital. Isso poderá ocorrer, em especial, ao entregar custos operacionais abaixo dos parâmetros regulatórios.

Continua depois da publicidade

Nessas operações, conforme o banco, a Energisa pode gerar spreads positivos entre retorno sobre o capital investido (ROIC) e custo médio ponderado de capital (WACC).