Energisa (ENGI11) despenca 5% após balanço do 2T: o que decepcionou o mercado?

Energisa reverteu lucro e registrou prejuízo líquido consolidado de R$ 40 mi no 2º tri

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Os papéis da Energisa (ENGI11) operam em forte desvalorização nesta sexta-feira (7), após a divulgação dos resultados do segundo trimestre, que foram considerados negativos pelos banco consultados. Às 12h38 (horário de Brasília) desta sexta, os units caíam 5,58%, cotados a R$ 46,70.

O JPMorgan considerou o resultado fraco, com Ebitda ajustado de R$ 1,95 bilhão, praticamente estável na comparação anual, mas 12% abaixo da sua estimativa.

De acordo com os analistas, o desempenho foi prejudicado principalmente pelas distribuidoras EMT e EMS, que representam cerca de 50% do valor líquido dos ativos (NAV) da companhia.

As duas empresas registraram margens brutas mais fracas e aumento das despesas operacionais.

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O Goldman Sachs também classificou os resultados como fracos e abaixo das expectativas, principalmente devido ao aumento dos custos operacionais. Para o banco, o desempenho acende um sinal de alerta para o segmento de distribuição de energia, embora a recomendação de compra para a companhia tenha sido mantida.

O lucro líquido ajustado somou R$ 88 milhões, queda de 80% em relação ao mesmo período do ano passado, também inferior à projeção do banco (R$ 364 milhões) e à expectativa do consenso (R$ 349 milhões).

Segundo os analistas, a principal razão para a frustração foi o aumento das despesas, em parte relacionado aos investimentos para preparar a rede elétrica para possíveis eventos climáticos associados ao forte fenômeno El Niño esperado para o segundo semestre.

Na mesma direção que JPMorgan e Goldman Sachs, o Morgan Stanley apontou que o principal fator de pressão veio das distribuidoras de energia, cujo Ebitda ajustado recuou 1%, para R$ 1,7 bilhão, refletindo o aumento de 12% nas despesas operacionais (PMSO), que mais do que compensou o crescimento do volume distribuído e os reajustes tarifários.

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Como pontos positivos, o Morgan Stanley destaca o desempenho da ES Gás, cujo Ebitda avançou 86% na comparação anual, impulsionado por maiores volumes e tarifas, além do anúncio de R$ 251 milhões em dividendos (R$ 0,50 por unit), com pagamento previsto para 24 de agosto.

Recomendação de compra

Apesar do resultado operacional decepcionante, o JPMorgan continua otimista com a tese de investimento para a Energisa. O banco estima que uma eventual mudança na regulação do setor pode gerar um potencial de valorização superior a 10% no valor presente líquido (VPL) da companhia.

Além disso, o JPMorgan observa que o posicionamento dos investidores na ação permanece relativamente fraco, com o nível de posições vendidas equivalente a cerca de nove dias de negociação, fator que pode favorecer uma recuperação dos papéis caso o debate regulatório avance.

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Diante disso, o JPMorgan reiterou a recomendação Overweight (exposição acima da média, equivalente à compra) para as units da Energisa e segue vendo a companhia como uma escolha tática para capturar potenciais ganhos decorrentes das discussões regulatórias.

O Morgan Stanley e Goldman Sachs manteve de compra para ações da Energisa, com preço-alvo de, respectivamente, R$ 60 e 58.