Energisa e Copel têm interesse em comprar Grupo Rede

O plano de Energisa e Copel para o Grupo Rede prevê aportes financeiros iniciais na companhia

linhas-de-transmissao-de-energia-eletrica-2
linhas-de-transmissao-de-energia-eletrica-2

Publicidade

RIO DE JANEIRO – A Energisa (ENGI4) informou à Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) que tem interesse, em parceria com a paranaense Copel (CPLE6), na compra do controle do endividado Grupo Rede Energia (REDE4), que tem oito de suas nove distribuidoras de energia sob intervenção pelo governo desde o fim de agosto.

A indicação de interesse de Energisa e Copel no Grupo Rede ocorre menos de uma semana depois de CPFL e Equatorial Energia terem assinado um memorando de entendimentos com o objetivo de assumir o controle indireto do Grupo Rede.

A CPFL (CPFE3) e a Equatorial (EQTL3) tem exclusividade nas negociações com o empresário Jorge Queiroz Junior, controlador do Grupo Rede, até o fim do ano, segundo o presidente da CPFL, Wilson Ferreira Junior.

Assim, não está claro como poderia ser bem-sucedida à proposta rival pelo Grupo Rede apresentada por Energisa e Copel diretamente à Aneel.

Pelo regime de intervenção decretado em oito das nove distribuidoras do Grupo Rede em 31 de agosto, a companhia teria dois meses para apresentar um plano de reequilíbrio financeiro. Se for viável, a Aneel aprova a proposta e a intervenção é suspensa. Sem isso, depois desse prazo, os interventores podem negociar diretamente a venda dos ativos.

O plano de Energisa e Copel para o Grupo Rede prevê aportes financeiros iniciais na companhia, segundo comunicado ao mercado da Energisa nesta quarta-feira (17).

Continua depois da publicidade

Ainda conforme o documento, que não traz valores, a operação seria feita de forma a garantir a continuidade da distribuição de energia e demais atividades e compromissos decorrentes das concessões do Grupo Rede, assim como plano de reestruturação e saneamento para o médio e longo prazos.

O Grupo Rede tem uma dívida total estimada em R$ 5,7 bilhões. As distribuidoras da holding distribuem energia em 34% do território nacional, uma área com cerca de 20 milhões de habitantes. O faturamento bruto anual é da ordem de R$ 11 bilhões.