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Na visão dos analistas Renato Pinto e Sami Karlik, da Fator Corretora, cada usina deverá ter uma tarifa diferenciada que remunere seu custo operacional e o retorno do capital investido, considerando a depreciação equivalente para cada ativo. “Nesse caso, as tarifas poderão ser reduzidas entre 30% e 35%”, apontam os analistas.
Os impactos da revisão tarifária
Os analistas da Fator Corretora estimam que com a revisão tarifária, o mercado pode acompanhar a redução de 25% a 30% no Ebtida (geração operacional de caixa) das companhias do setor. “Como o fator X está vinculado com a qualidade do serviço, as empresas distribuidoras serão forçadas a aumentar seus investimentos nos próximos anos, caso contrário poderão ser penalizadas se a qualidade do serviço cair”, explicam os analistas.
Segundo os analistas, o processo de revisão tarifária poderá interferir ainda na política de forte distribuição de dividendos das empresas, que poderá ser revista para baixo ao longo dos próximos anos. Contudo, “o perfil defensivo do setor deverá ser mantido”, explicam os analistas Reginaldo Pereira e Eduardo Gomide, do HSBC.
Além disso, o processo de revisão deverá acelerar as fusões e aquisições, uma vez que as receitas futuras ficarão novamente mais previsíveis e os ganhos de produtividade serão buscados por meio de ganhos de sinergia. “Como grupos consolidadores temos: CPFL (CPFE3), Cemig (CMIG4), Light (LIGT3) e Equatorial (EQTL3); e como potenciais alvos de aquisição: Endesa – Coelce (COCE5) e Ampla (CBEE3) -, Grupo Rede (REDE4), Energias do Brasil (ENBR3) – Escelsa e Bandeirantes, Brasiliana – Eletropaulo (ELPL4) e AES Tietê (GETI4) -“, estimam os analistas da Fator Corretora.