Endividamento cai pela terceira vez seguida e atinge 46% dos paulistanos

Segundo o levantamento, 17% possuem contas em atraso e 5% declaram que não terão condições de pagar suas dívidas

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SÃO PAULO – Os paulistanos estão cada vez menos endividados. Assim como ocorreu em junho, os consumidores paulistanos estão menos endividados em julho. Débitos com cheque especial, cartão de crédito, empréstimo pessoal ou prestações em geral apresentaram queda de 3 pontos percentuais neste mês, quando comparados ao mês passado, fechando em 46%. Frente ao mesmo mês do ano passado, quando o índice atingiu 53%, a queda foi ainda maior, de 7 p.p.

Os dados fazem parte da Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor), divulgada nesta quinta-feira (16) pela Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo).

“A oferta de crédito ao consumidor encolheu, sua concessão ficou mais seletiva e as taxa de juros continuam bastante elevadas afastando o consumidor das operações de crédito”, afirma a economista da Federação, Adelaide Reis.

Contas em atraso

Ainda segundo a Fecomercio, do total de famílias endividadas, 17% possuem contas em atraso no sétimo mês do ano, o que representa uma queda de 3 p.p. em relação aos 20% do mês anterior. Dentre os inadimplentes, o índice dos que acreditam que não terão condições de pagar parcial ou totalmente as suas dívidas permaneceu estável em relação ao mês anterior e continua registrando 5%.

“O consumidor mostra-se atento aos juros altos, mais cauteloso diante do endividamento e procurando fugir da inadimplência”, explica Adelaide. Dentre os tipos de dívidas, o cartão de crédito continua sendo o grande vilão, com 61% de indicação, uma queda de 2 p.p. frente ao mês anterior.

Com relação ao prazo médio de comprometimento da renda, a maior incidência é verificada no período de seis meses (45%), seguida pelo período superior a um ano (26%). Ao analisar quanto da renda do consumidor está comprometida com dívidas, a pesquisa mostrou que 59% das famílias estão com até 30% da renda comprometida. Em junho, 50% estão na mesma situação.