Encomendas à indústria sobem em janeiro nos EUA

Encomendas às empresas americanas sobem 1,6% em janeiro, ao mesmo tempo em que há continuidade na política de queima de estoques

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SÃO PAULO – O Departamento de Comércio dos EUA divulgou o Factory Orders referente ao mês de janeiro. Este índice mede o volume de pedidos de bens duráveis e bens não-duráveis feitos à indústria norte-americana como um todo. Os novos pedidos à indústria registraram um aumento de 1,6% em janeiro, superando levemente as expectativas do mercado, que apontavam para alta de 1,5%. Os destaques em janeiro ficaram para os equipamentos de transporte, computadores e produtos eletrônicos.

Encomendas e embarques crescem em janeiro

O total de encomendas às indústrias norte-americanas em janeiro somou US$ 325,8 bilhões, seguindo o aumento de 0,7% registrado na medição de dezembro. Com relação à comparação ao mesmo mês do ano anterior, a retração das encomendas em janeiro de 2002 atingiu 3,4% e dos embarques atingiu 4,1%.

Por outro lado, a razão entre os estoques e os embarques de mercadorias caiu de 1,37 em dezembro para 1,33 em janeiro, indicando a continuidade da política adotada pelas indústrias norte-americanas de queima de estoques. Já o embarque de mercadorias cresceu 2,0% em janeiro, depois de uma expansão de 0,6% registrada em dezembro.

Transportes e equipamentos de tecnologia impulsionam a indústria

As encomendas de bens duráveis tiveram crescimento de 2,0% em janeiro, após aumento de 0,9% no mês anterior. Na mesma categoria, as encomendas de equipamentos de transporte subiram 4,1%, seguindo a alta de 1,8% de dezembro, devido principalmente a um forte aumento na demanda de aeronaves de defesa e peças. Encomendas de computadores e produtos eletrônicos subiram 1,9%, depois de subir 3,6% em dezembro.

Estoques continuam em queda

Outro sinal positivo para a economia norte-americana foi a queda dos estoques, o que mais uma vez mostra o empenho da indústria nos EUA em queimar ativos dispendiosos. A queda dos estoques em dezembro segue a tendência dos últimos doze meses em que os estoques registraram retração.

Desde março, quando a economia norte-americana entrou oficialmente em recessão, as indústrias têm reduzido a produção, além de demitir funcionários para equalizar a oferta à redução da demanda. Desta forma, a queima dos estoques pode motivar novas contratações com a retomada da produção, dependendo da força da demanda. Neste sentido, os indicadores industriais e de serviços indicaram a expansão destes setores em fevereiro. Contudo, uma visão ainda mais clara deverá surgir com o relatório de emprego esperado para ser divulgado amanhã.

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