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Acaba de ser divulgado pelo Departamento de Comércio dos EUA, o Durable Goods Orders relativo ao mês de setembro. O índice, que mede o volume de pedidos e entregas de bens duráveis, apresentou variação negativa de 8,5%, superando significativamente as expectativas do mercado que eram de uma queda de apenas 0,9%. Em agosto, o índice revisado apresentou baixa de 0,5%. Com a queda em setembro, desde o inicio do ano já são seis meses de retração e apenas três de aumento dos pedidos de bens duráveis.
Em setembro, os pedidos de equipamentos de telecomunicações, de maquinário industrial e de aeronaves registraram um declínio de dois dígitos no mês. No mesmo sentido, a encomenda de metais primários também ficou menor. Em contrapartida, somente as encomendas de semicondutores registraram aumento no mês. Esta forte retração indica que os gastos corporativos estão sendo cortados e investimentos em infra-estrutura adiados.
A diminuição dos novos pedidos em setembro corresponde a US$ 15,4 bilhões, uma vez que o setor de bens duráveis registrou US$ 165,4 bilhões em novos pedidos. Este é o menor nível registrado para as encomendas à indústria norte-americana desde 1996, há cinco anos atrás. A entrega de bens duráveis em agosto caiu US$ 10,2 bilhões, ou 5,5%, para US$ 175,5 bilhões, após uma queda de 1,2% em agosto e de 0,2% em junho. Desde o início do ano, as entregas ainda acumulam uma queda de 6,69% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Este índice é uma boa medida do nível de atividade industrial na economia, sendo que a queda de pedidos e de entregas é mais um indicador do desaquecimento do setor industrial nos EUA.