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SÃO PAULO – De dezembro de 2002 a março deste ano, a dívida externa total do Brasil apresentou um crescimento de 2,17%, para US$ 215,29 bilhões, ou um acréscimo de US$ 4,6 bilhões, refletindo principalmente a elevação da dívida externa de médio e longo prazo.
Neste sentido, ressalta-se o ingresso, em março, de US$ 4,1 bilhões oriundos de empréstimos do FMI, enquanto o aumento das obrigações de curto prazo refletiu o acesso ao mercado de capitais internacional pelos bancos comerciais.
Empréstimo do FMI eleva dívida de longo prazo
Quanto à composição da dívida externa de médio e longo prazo, o setor público não-financeiro foi o principal responsável pelo incremento no débito do país, passando de US$ 110,31 bilhões ao final de dezembro de 2002 para US$ 114,29 bilhões em março deste ano, em função, principalmente, de um desembolso de um empréstimo de US$ 4,1 bilhões do FMI.
Já a dívida externa do setor privado e setor público financeiro apresentou um leve incremento de 0,49% no período compreendido, crescendo de US$ 77,05 bilhões para US$ 77,38 bilhões.
Quanto aos pagamentos de dívidas, salienta-se US$ 540 milhões referentes ao bônus Euro 03, US$ 234 milhões em parcelas de empréstimos do FMI desembolsadas em 1998 e 1999, e US$ 77,8 milhões de parcelas do bônus BIB (pré-bradies) e do empréstimo MYDFA.
Dívida de curto prazo apresentou leve crescimento
Impulsionada pelas maiores obrigações dos bancos comerciais, majoritariamente em linhas interbancárias de comércio, a dívida externa de curto prazo cresceu de US$ 23,39 bilhões em dezembro do ano passado para US$ 23,62 bilhões no final do primeiro trimestre deste ano.