Empréstimo chinês de US$ 10 bilhões à Petrobras é bem recebido por analistas

Ativa destaca avaliação positiva da estatal junto a instituições estrangeiras; busca por recursos no mercado externo é elogiada

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SÃO PAULO – Confirmado na última terça-feira (19) durante encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Hu Jintao, o empréstimo de US$ 10 bilhões do Banco de Desenvolvimento da China à Petrobras (PETR3, PETR4) foi recebido de forma favorável pelos analistas brasileiros.

A Ativa, que considerou o anúncio positivo, lembrou que a petrolífera brasileira já tinha sinalizado em fevereiro alguns acordos com a China que na terça-feira foram ratificados e ampliados. Embora os custos do financiamento não tenham sido divulgados, a corretora acredita que sejam próximos de 6% a 7% ao ano.

Os analistas da Ativa também veem com bons olhos o fato de a estatal buscar recursos no exterior, como fez no final de abril com o U.S. Ex-Im Bank (Export-Import Bank of the United Stated). “Esse é o segundo financiamento obtido pela Petrobras no mercado externo nos últimos 30 dias, o que demonstra a avaliação positiva da empresa junto a essas instituições”, concluem.

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O Santander, por sua vez, estima que aproximadamente US$ 3 bilhões do acordo serão utilizados para financiar a compra de equipamentos e serviços de diferentes empresas chinesas do segmento de óleo e gás no futuro. Para o banco, a companhia deve receber 70% do empréstimo de imediato, sendo os 30% restantes liberados posteriormente.

Mais sobre o empréstimo

Segundo a Petrobras, o financiamento, cujo vencimento se dará em 10 anos, será utilizado para financiar investimentos de bens e dos serviços comprados do país asiático.

Em troca, a petrolífera estatal chinesa China PetroChemical terá o direito de explorar dois blocos no Brasil, enquanto a brasileira, que exportará 150 mil bdp (barris diários de petróleo) para a China neste ano, aumentará a proporção para 200 mil bdp em 2010.