Empresas preferem pagar impostos em dia, apesar da elevada carga tributária

A pesquisa da Oliveira Neves & Associados também mostrou que os empresários estão pessimistas em relação à Reforma Tributária

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SÃO PAULO – Apesar do Brasil possuir a maior carga tributária dentre os países em desenvolvimento, e a segunda maior do mundo, a pesquisa realizada pela consultoria jurídico-empresarial Oliveira Neves & Associados apontou que a maioria das empresas nacionais prefere manter em dia o pagamento de seus impostos.

Além disso, as empresas também se mostraram pessimistas em relação à carga tributária durante 2004, projetando um aumento dos gastos com essas obrigações. Nesse sentido, as companhias entendem que a Reforma Tributária irá apenas aumentar os tributos pagos, não sendo, de fato, benéfica.

Empresas preferem pagar impostos pontualmente

Mesmo com um forte impacto da carga tributária nos seus custos, já que 35% das empresas que participaram da pesquisa afirmaram que o peso dos impostos sobre seus custos está entre 21% e 30%, a maioria das companhias tem optado por pagar suas obrigações em dia, evitando penalizações, como juros e multas, que comprometem o fluxo de caixa e aumentam as despesas financeiras.

Dessa forma, 58% das empresas declararam que pagam seus impostos em dia. Por outro lado, dentre as que afirmaram estar pagando juros ou multa, 12% das companhias atrasaram o cumprimento de suas obrigações em relação à Contribuição Previdenciária, em função do peso desse tributo sobre a folha de salário das companhias.

Além disso, 9% pagam juros e multas sobre o recolhimento do ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) e 8% sobre o pagamento do Imposto de Renda, enquanto 3% das empresas efetuaram com atraso o pagamento da Cofins (Contribuição para Financiamento da Seguridade Social).

Pessimismo sobre Reforma Tributária

Após a forte elevação da alíquota da Cofins, a grande maioria dos entrevistados, ou seja, 86% das companhias, acredita que a Reforma Tributária irá elevar ainda mais a carga de impostos em 2004. Além disso, 6% dos entrevistados acreditam que a reforma irá reduzir a competitividade das empresas, sendo ineficaz na alteração do antigo modelo.

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Cabe destacar que apenas o aumento de 3% para 7,6% da alíquota da Cofins, previsto pela Reforma Tributária, deverá causar o maior aumento nos últimos dez anos sobre os custos das empresas, de acordo com simulações que tomam por base as indústrias paulistas, mesmo o governo ressaltando que a mudança não terá um grande impacto sobre os gastos das empresas nacionais.