Empresas do Ibovespa ganham R$ 372,14 bilhões em valor de mercado no “Flávio Day”

Com a alta de 7,7% da sessão de segunda, as empresas do índices somadas totalizaram R$ 5,205 trilhões

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As companhias que fazem parte do principal índice brasileiro, o Ibovespa, ganharam R$ 372,14 bilhões em valor de mercado nesta segunda (5). Na sexta-feira (2), o Ibovespa encerrou o pregão com as empresas com valor de mercado em R$ 4,833 trilhões. Com a alta de 7,7% da sessão de segunda, as empresas do índices somadas totalizaram R$ 5,205 trilhões.

O índice chegou aos 206.911,89 pontos, nova máxima histórica, nominal e real (considerando a inflação). O pico anterior foi batido em 14 de abril de 2026, ao fechar em 198.657,33 pontos.

Naquela data, o Ibovespa atingiu o pico intradiário de 199.355 pontos, o que equivalia a 203.063 pontos considerando o IPCA. Esse foi o maior nível atingido corrigido pelo indicador, de forma que o resultado desta segunda também supera a marca.

O giro financeiro também foi intenso, superando com folga a média dos pregões, ao bater R$ 79 bilhões (ações do Ibovespa), também um dos maiores da história. No ano, o principal índice da bolsa sobe 28,4%.

A disparada das ações se alastrou para praticamente todos os setores, com exceção das exportadoras, que sofreram com ajustes pela forte queda do dólar ante o real. É o caso da Vale, que impediu um rali ainda mais forte do Ibovespa.

Todos os grandes índices da B3 avançaram intensamente: o índice de consumo (ICON) subiu 10,5%, enquanto o imobiliário (IMOB) avançou 9,87%; o índice de utilities (UTIL) teve alta de 8,4% e o índice do setor financeiro (IFNC), no destaque, disparou 14 2%.

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Todo o movimento é uma direta resposta ao desempenho de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno das eleições. Até a última sexta-feira, 2, antes da votação, as pesquisas eleitorais apontavam para um crescimento de Flávio, mas não tão visível quanto os números das urnas mostraram.

O candidato saiu à frente do presidente Lula (PT), além dos números do Congresso mostrarem uma consolidação do PL, o que potencialmente indica um alinhamento para aprovação de pautas desenhadas pelo Executivo.

“A onda de direita que vem atravessando a América Latina está prestes a continuar no Brasil. Com isso, a tendência é que os ativos brasileiros, incluindo o real, sigam em forte alta após a surpreendente vitória de Flávio Bolsonaro no primeiro turno, impulsionados pela expectativa de uma consolidação fiscal mais agressiva e de uma combinação de crescimento mais sustentável sob uma eventual presidência de Flávio”, diz o analista de mercados da Ebury, Diego Barnuevo.

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