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SÃO PAULO – A adesão de algumas empresas ao Simples Nacional poderá fazer com que a carga tributária aumente em até 33%. Como forma de compensar este gasto maior, muitas delas já estão cortando despesas.
Segundo pesquisa realizada pela Candinho Assessoria Contábil, cerca de 70% dos clientes estudam corte de despesas, investimentos, treinamento e mão-de-obra, para poderem arcar com o crescimento nos impostos.
Decisões
Dentre as práticas notadas pela assessoria, está a troca de funcionários contratados por meio de CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) por estagiários, o que reduziria custos com a folha de pagamento. Para não demitir, empresas estão sendo obrigadas a sair do Simples para o Lucro Real, como forma de não transferir crédito do ICMS.
Já entre aqueles que migraram para o Simples Nacional e tem direito à alíquota do INSS da empresa, há casos em que a opção é dispensar funcionários para compensar o fim dos créditos de ICMS, uma das exigências da nova lei.
Outra alternativa, que prejudicará o consumidor, será repassar o valor da carga tributária para o preço final de serviços e produtos.
Aumento
Devido ao fato de englobar o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços), o Simples pode gerar gasto 33% maior para a indústria e o comércio, segundo revelou a gerente administrativa da Candinho, Elena Senda.
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“Isto acontece porque na lei 9.317, de cobrança de impostos das empresas, a tributação era de 3%, mas subiu para 4% no novo regime. O Comitê justificou o aumento pelo fato do Simples englobar o ICMS”, afirmou a gerente.