Empresas de Eike Batista perdem R$ 1,2 bi de valor de mercado em apenas um dia

Desempenho negativo desta segunda foi puxado pela OGX, que despencou 29% e perdeu R$ 744,3 milhões de valor nesta sessão

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SÃO PAULO – As empresas do grupo EBX, do empresário Eike Batista, tiveram perdas de R$ 1,23 bilhão nesta segunda-feira (1), com isso, considerando apenas a participação que Eike tem nas empresas, ele perdeu R$ 714,5 milhões. O principal fator para que os papéis dessas empresas fechassem no negativo foi o comunicado da OGX Petróleo (OGXP3) indicando a possibilidade de que os poços de produção de petróleo da companhia parem de produzir em 2014.

As ações OGXP3 despencaram 29,11% nesta sessão, fechando a R$ 0,56, fazendo com que a companhia perdesse R$ 744,3 milhões de valor apenas nesta sessão. Seguindo o movimento, a LLX Logística (LLXL3) caiu 10,10%, para R$ 0,89, o que representa R$ 69,4 milhões de valor de mercado perdido. Completando as maiores perdas do Ibovespa, a MMX Mineração (MMXM3) recuou 9,52%, encerrando o dia a R$ 1,33.

Fora do índice, os papéis da CCX Carvão (CCXC3) despencaram 16,48%, atingindo R$ 0,76, enquanto a OSX Brasil (OSXB3) recuou 5,00%, para R$ 1,33. Já a MPX Energia (MPXE3) caiu 4,64%, cotada a R$ 7,20. Juntas, as três companhias representaram R$ 140 milhões de perdas para Eike Batista.

Veja quanto cada companhia do grupo EBX perdeu de valor de mercado nesta segunda:

Ação Valor de mercado ontem Valor de mercado hoje Perda
OGX Petróleo R$ 2,556 bilhões  R$ 1,812 bilhão R$ 744,3 milhões
LLX Logística R$ 687 milhões R$ 617,7 milhões R$ 69,4 milhões
MMX Mineração R$ 3,014 bilhões R$ 2,844 bilhões R$ 169,4 milhões
OSX Brasil R$ 411,2 milhões R$ 390,4 milhões R$ 20,6 milhões
CCX Carvão R$ 154,8 milhões R$ 129,3 milhões R$ 25,5 milhões
MPX Energia R$ 4,367 bilhões R$ 4,164 bilhões R$ 202,5 milhões
Total R$ 11,190 bilhões R$ 9,959 bilhões R$ 1,231 bilhão

Suspensão de projetos da OGX
A OGX anunciou nesta manhã a suspensão do desenvolvimento dos campos de Tubarão Tigre, Tubarão Gato e Tubarão Areia, além da adequação do afretamento de unidades de produção, em comunicado ao mercado enviado nesta manhã.

A companhia afirmou ter concluído uma análise detalhada do comportamento de cada um dos três poços de produção do campo de Tubarão Azul desde o início da produção até a presente data. “O resultado dessa análise foi no sentido de que não existe, no momento, tecnologia capaz de viabilizar economicamente qualquer investimento adicional nesse campo visando aumentar o seu perfil de produção e os poços atualmente em operação poderão cessar de produzir ao longo do ano de 2014”, informou a companhia.

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Para o analista Luiz Francisco Caetano, da Planner Corretora, o atual cenário da companhia é muito mais de sobrevivência do que de crescimento. “Com isso, restam poucos caminhos para a empresa. Já há algum tempo deixamos de ter preço justo e indicação para OGXP3, pela mais absoluta incapacidade de reunir dados confiáveis para realizar projeções.”, destaca o analista.

Enquanto isso, os analistas do Banco Espírito Santo afirmam que o campo de Tubarão Martelo passa a ser decisivo para o futuro da empresa, já que esse é o único campo que se manteve ativo para a OGX.

Lara Rizério

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.