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SÃO PAULO – Ser empresário no Brasil, não é uma tarefa fácil, sobretudo, quando se trata de micro e pequena empresa. A combinação de fraco crescimento econômico, com alta carga tributária, e dificuldade de acesso ao crédito, isso sem na dificuldade de competir com empresas de maior porte acabam forçando esses empresários a suar a camisa para evitar prejuízos.
Diante desse cenário, não é de surpreender que dados do Sebrae apontem para um índice de mortalidade para o segmento seja de 50% em dois anos. Em outras palavras, apenas metade das empresas de micro e pequeno porte mantém suas portas abertas após dois anos de vida.
Mesmo trabalhando de forma eficiente, os resultados são mais baixos do que poderiam ser quando não há um controle das despesas. Na contramão, se o corte de gastos é excessivo, o crescimento pode ser abafado, a produtividade pode ser diminuída e o produto ou serviço oferecido pode ter queda na qualidade.
Pequenos cortes não causam grandes efeitos
Se você está pensando em efetuar pequenos cortes, como proibição de ligações locais particulares, corte do cafezinho ou ar condicionado etc, tome cuidado, pois a quantia economizada é pequena e a insatisfação dos funcionários, grande.
A chave para o sucesso de um negócio, no longo prazo, é encontrar a combinação certa entre o corte dos custos e crescimento do faturamento. No entanto, é preciso muita precisão ao cortar gastos, para que o desânimo e o baixo-astral não tomem conta do ambiente.
Tecnologia ajuda e muito!
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A informatização é, na maioria dos casos, benéfica para as empresas, mesmo para as pequenas. Além da redução dos gastos, ela ajuda a aumentar a produtividade e o faturamento.
A interligação entre os computadores, por exemplo, permite o compartilhamento de arquivos, impressoras entre outros, o que pode reduzir significativamente os gastos com material de escritório assim como as horas gastas no deslocamento dos funcionários de um setor para outro.
O uso da impressora mais adequada para a necessidade da empresa, além de medidas menores como a impressão na forma econômica e a reutilização dos papéis também ajudam a frear os gastos. O uso do gerenciamento de energia dos computadores, assim como o modo de espera e o simples hábito de desligar os monitores que não estão sendo usados complementam a economia.
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Conta de telefone
Os exorbitantes gastos com contas de telefone podem ser reduzidos com soluções simples, como o envio de e-mails, ou mesmo com a instalação de soluções externas, como um conversor de ligações.
O conversor de ligações é uma placa acoplada a um telefone celular e instalada na central telefônica da empresa que converte as ligações de telefones fixos para celular, reduzindo os preços das chamadas em até 50%.
As chamadas através da internet também já são uma realidade e permitem que você fale com qualquer lugar do mundo ao preço de uma chamada local. Para usar o mecanismo é preciso ter conexão de banda larga, além de um software específico, um adaptador ligado ao telefone ou um telefone inteligente.
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Além dessas soluções, vale tentar um plano corporativo com as empresas de telefonia, móvel e fixa. Todas as operadoras oferecem pacotes específicos para as empresa, vantajosos na maioria dos casos.
Impostos
Fazendo um planejamento tributário, é possível amenizar o impacto dos impostos no caixa, sem descumprir a lei. Ao trocar as retiradas mensais na forma de pró-labore pela distribuição de dividendos, por exemplo, o dono da empresa fica isento do pagamento de Imposto de Renda como pessoa física.
O reembolso de despesas extras, as gratificações e participação nos resultados não devem ser pagos juntamente com os salários, para que encargos trabalhistas não incidam sobre eles.
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Além dessas medidas, mudar o endereço de sua empresa para uma cidade vizinha pode reduzir bastante os custos com o ISS (Imposto sobre serviços). No entanto, é preciso operar efetivamente a empresa no novo endereço.
A escolha do regime tributário correto também influencia no corte ou não das despesas. O Simples é vantajoso na maioria dos casos, no entanto, existem ainda o regime do lucro presumido e o do lucro real. As informações são da edição de fevereiro da Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios.