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SÃO PAULO – Ao entrar em uma nova empresa, a primeira providência que o executivo tomava, sem dúvida era providenciar seu cartão de visitas, ferramenta essencial na hora de estabelecer novos contatos. Contudo, este tipo de postura está sendo abandonado, inclusive, pelas empresas mais conservadoras, sugerindo uma mudança na cultura empresarial do país.
Mais do que uma forma de cortar custos, a iniciativa reflete o aumento do número de seqüestros nas principais capitais do país, e envolve, em geral, empresários e executivos de grandes empresas. Assim muitas empresas já estão adotando uma postura inédita: abandonar o cartão de visitas.
Este tipo de postura já era adotado por algumas empresas de internet, onde para incentivar um maior empreendedorismo entre os funcionários, as empresas deixavam de lado a hierarquia. A postura das empresas é apoiada pelo norte-americano, Carl Paladini, que por mais de 20 anos atuou no serviço secreto dos EUA.
Aumenta preocupação com segurança
Paladini, que mora no Brasil há quase uma década, atualmente trabalha como consultor de segurança para executivos. Ele afirma que enquanto há cinco anos atrás fazia uma palestra por ano, agora faz palestras quase que semanalmente, o que confirma a maior preocupação das empresas com a segurança de seus executivos.
Para quem não abre mão do cartão de visitas, o consultor recomenda que se evite incluir cargo, ou qualquer sinal de status, como cartões em papel especial, ou com termos e endereços em inglês. Isto porque em geral os seqüestradores costumam vasculhar a carteira de suas vítimas para tentar estabelecer a área em que o executivo atua.
Vendas e marketing
Paladini recomenda que se os seqüestradores perguntarem a área de atuação do executivo que este afirme ser da área de marketing ou vendas, que são áreas que chamam menos atenção. Estas precauções podem garantir um desfecho mais rápido e tranqüilo para o seqüestro.
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De maneira geral ele recomenda que sejam suprimidas, nesta ordem, as seguintes informações: número de telefone, endereço e logotipo da empresa, a tal ponto que o melhor passa a ser simplesmente escrever as informações ao cliente em uma folha de papel, ou enviar os dados posteriormente por e-mail.