Empresas chinesas de semicondutores disparam na estreia após IPOs de US$ 1 bi

As duas empresas se somam a uma onda de companhias chinesas de semicondutores que recorrem ao mercado de Hong Kong em busca de capital novo

Estadão Conteúdo

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Chips semicondutores em placa de circuito de computadores
25/02/2022 REUTERS/Florence Lo
Chips semicondutores em placa de circuito de computadores 25/02/2022 REUTERS/Florence Lo

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Duas empresas chinesas de semicondutores estrearam em forte alta em Hong Kong nesta sexta-feira, 26, após levantarem, juntas, cerca de US$ 1 bilhão em ofertas iniciais de ações (IPOs). A Circuit Fabology Microelectronics Equipment, fabricante de equipamentos para chips com sede em Hefei, na província de Anhui, captou 3,24 bilhões de dólares de Hong Kong (US$ 413,2 milhões), com o IPO precificado em HK$ 252,73 por ação. Os papéis fecharam em alta de 103,8%.

A empresa, também conhecida como CFMEE, é uma das principais produtoras de equipamentos de imagem direta usados na fabricação de placas de circuito impresso (PCBs) de alto padrão – a ponte que conecta chips minúsculos a sistemas eletrônicos maiores.

A receita da companhia aumentou quase 50% em 2025, enquanto o lucro líquido avançou 31%, impulsionados pelo maior volume de vendas de equipamentos de imagem direta para PCBs e de sistemas de automação.

A CFMEE pretende usar os recursos para fortalecer sua capacidade de pesquisa e desenvolvimento, ampliar a capacidade de produção e realizar investimentos estratégicos.

O grupo SG Micro, com sede em Pequim, também estreou no mercado de Hong Kong nesta sexta-feira. A empresa fabrica chips analógicos, usados nos setores automotivo, de eletrônicos de consumo e outros. Ela captou 4,60 bilhões de dólares de Hong Kong (US$ 586,5 milhões) ao emitir 54 milhões de ações a HK$ 85,20 cada. As ações encerraram o pregão com alta de 47%.

A maior parte do montante levantado pela SG Micro será destinada a reforçar pesquisa e desenvolvimento e a expandir o portfólio de produtos nos próximos cinco anos.

As duas empresas se somam a uma onda de companhias chinesas de semicondutores que recorrem ao mercado de Hong Kong em busca de capital novo, em meio ao esforço da China por autossuficiência tecnológica e ao boom global da inteligência artificial.