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SÃO PAULO – Algumas empresas chegam a gastar até 80% do custo total de produção com o consumo de energia (elétrica, gás ou qualquer outro). É para resolver este problema que existem as Empresas de Serviço de Conservação de Energia (Escos), que sugerem soluções para diminuir estes gastos.
As empresas surgiram do contrato de concessão das companhias de geração e transmissão elétricas, que exige que as concessionárias devem gastar 1% do faturamento com pesquisa de uso energético. Elas recebem um porcentual sobre a redução do consumo da empresa, que pode chegar a 40%.
Empresas especializadas
O setor teve R$ 300 milhões disponíveis a cada ano, desde 1998. Para Alexandre Moana, sócio-proprietário de uma empresa ligada às Escos, a quantia fez surgir empresas especializadas na pesquisa de um melhor uso da energia.
A preocupação com o uso correto de fontes de energia surgiu com a implantação do Protocolo de Kyoto, em 1997, que incentivou o inicio do projeto.
Financiamentos
Em maio, surgiu o Programa de Apoio a Projetos de Eficiência Energética (Proesco), criado pelo BNDES, a Abesco e o Ministério de Minas e Energia, com a finalidade de abrir alternativas para o mercado e gerar novas oportunidades para as concessionárias.
O BNDES já destinou R$ 100 milhões para o Proesco. Para a empresa contratante do financiamento ou as Escos, o custo financeiro é da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) mais 1% ao ano para o BNDES, 1% ao ano para a instituição financeira que atua como agente e mais 3% ao ano de risco, dividido entre o BNDES e o agente.