Empresas brasileiras perderam R$ 150 milhões em fraudes no ano passado

Região Sudeste concentrou 50,50% dos casos, seguida pela região Sul, com 20,82% das ocorrências, diz Serasa

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SÃO PAULO – No ano passado, as empresas perderam R$ 150 milhões em fraudes,
ou seja, um aumento de 25,42% frente aos R$ 119,6 milhões registrados em 2007, segundo dados do sistema antifraudes do Serasa. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (18).

Para o presidente da unidade de negócios Pessoa Jurídica da Serasa, Laércio de Oliveira, com a ampliação da oferta de crédito e a retração das exportações devido à crise mundial, alguns empresários concentram seus esforços na conquista de novos clientes e, por isso, podem ter se descuidado do processo de seleção dos melhores parceiros e atenuado o rigor na concessão de crédito. Isso favorece a atividade dos fraudadores que formam verdadeiras quadrilhas especializadas constituindo empresas de fachada ou reativando empresas antigas para conquistarem as suas vítimas.

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As empresas mais atingidas pelos golpes dos fraudadores são aquelas que comercializam produtos de fácil aceitação e que podem ser revendidos de forma direta, em qualquer local do País, como materiais de construção, peças automotivas, alimentos não perecíveis, material de higiene e limpeza, aparelhos eletroeletrônicos e confecções.

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Em 2008, a região Sudeste concentrou 50,50% dos casos de fraudes contra as empresas. Já os estados da região Sul registram 20,82%. O Nordeste apresentou 13,45%; Centro-Oeste, 10%; e Norte, 5,23% dos casos.

Como evitar?

Para evitar fraudes, o Serasa recomenda que as empresas fiquem atentas a alguns sinais. Por exemplo, se o comprador preferir retirar as mercadorias no fornecedor, evitando recebê-las em sua sede, cujo endereço pode ser falso ou inexistente, é um sinal de alerta. Há ainda casos em que a empresa parceira solicita a entrega em endereço diferente do informado no cadastro, alegando ser uma entrega direta ao cliente final.

Além disso, empresas que são fraudadoras, normalmente, fazem as primeiras compras à vista e, depois do segundo ou terceiro pedido, pedem prazo. Com isso, ao vencer a duplicata, o fornecedor já não encontra o comprador.

Outra forma de checar a procedência de uma empresa é comparar o ramo de atividade, verificando se ele é compatível com os produtos que ela pretende adquirir. Assim, as empresas que buscam comprar produtos diferentes daqueles comercializados no seu ramo de atividade devem ser analisadas com mais atenção, antes da efetivação do negócio.

Verifique também se a empresa não alterou recentemente o capital social, incluiu novos sócios ou promoveu mudança no ramo de atividade, adotando uma que englobe diversas atividades, tais como representações, importações e exportações. E, por último, preste atenção na data de criação da empresa. Geralmente, as empresas fraudadoras utilizam CNPJs antigos para atuarem.