Empresas: Brasil é um dos países que mais cobram impostos

Pesquisa mostra que País cobra 34% em tributos sobre receita anual de empresas, taxa maior que média mundial e da AL

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SÃO PAULO – Segundo pesquisa realizada pela consultoria KPMG, o Brasil é um dos países que mais cobra impostos das empresas, com carga tributária de 34% sobre a receita anual das companhias.

O estudo foi realizado com 86 países de todo o mundo e a carga tributária empresarial brasileira indica que o País está acima da média mundial (27,1%) e da média na região da América Latina, de 28,1%.

Brasil

O levantamento revela que o Brasil cobrava, em janeiro de 1997, 25% em impostos sobre a receita anual das empresas, índice que se manteve no ano seguinte (1998). Já em 1999, a taxa subiu para 33% e, em janeiro de 2000, atingiu o nível mais alto, de 37%.

Devido às políticas nacionais, a carga tributária das empresas recuou em janeiro de 2001, para 34%, e se manteve durante os cinco anos seguintes. O quadro mostra que o Brasil caminha do lado oposto aos demais países da pesquisa, já que a média mundial caiu de 38% em 1993, para 27,1% atuais.

Outros Países

O Brasil cobra mais impostos empresariais do que países como Bolívia e Equador (25%) e Chile (17%). Na América Latina, a Argentina e Colômbia cobram mais taxas, com 35%, e a Venezuela se iguala ao Brasil (34%).

Os dados mostram que países desenvolvidos como o Japão, Estados Unidos e Alemanha, cobram as maiores taxas de impostos empresariais, de 40,7%, 40% e 38,3%, respectivamente.

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Em contrapartida, no paraíso fiscal Ilhas Cayman as empresas não pagam impostos. As taxas mais baixas encontradas foram em Omã (10%), Chipre e Macau (12%) e Irlanda (12,5%).

Conclusões

Segundo o estudo, muitos fatores contribuem para o crescimento de uma economia e, entre eles, está a redução de taxas de impostos cobrados das empresas.

O estudo ainda revela que, quando uma economia reduz as taxas de impostos, outras se vêem na obrigação de diminuir também, num processo de competição que continuará com o tempo. As experiências mundiais mostram que as multinacionais buscam países com menores taxas de impostos e, onde são cobrados mais tributos, é necessário que se mostre serviços em infra-estrutura e para melhorias sociais.