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SÃO PAULO – Se você está pensando em abrir a própria empresa, certamente está ciente de que terá que contratar funcionários, ou pelo menos alguém para ser o seu assistente. Mas seja qual for o motivo da contratação ou o cargo que será desempenhado, é importante que você tenha bem claro que não é só com o salário do trabalhador que você precisará se preocupar.
Acontece que o Brasil é o segundo maior em termos de tributação sobre os salários, segundo estudo do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário) referente a 2003. O país com a carga mais cara é a Dinamarca (43,1%). No Brasil, os empresários chegam a pagar 42,15% somente em tributos calculados sobre a folha de salários.
Aumenta tributação de empregados
A tributação sobre o salário, tanto a parte que compete ao trabalhador quanto ao empregador, varia de acordo com a faixa salarial contratada. Em média, o empregado pagou 19,89% em tributos em 2003, enquanto as empresas arcaram com uma carga tributária de 32,98%.
Nota-se, no estudo, que para as empresas os tributos permaneceram estáveis entre 2002 e 2003. Já o trabalhador pagou mais tributo no ano passado do que em 2002 (18,76%). A razão para o aumento da carga tributária dos empregados diz respeito ao congelamento da tabela de imposto de renda e aumento do teto de contribuição da Previdência Social, o que eleva a arrecadação do contribuinte.
De acordo com o IBPT, a elevação da arrecadação incidente sobre os salários continua sendo o maior entrave à geração de empregos. Para se ter uma idéia, a arrecadação de IR sobre os salários subiu 7,7% em termos reais (descontando inflação) entre 2002 e 2003. Já a arrecadação previdenciária subiu 6,8%, também em termos reais, no mesmo período.
Convém destacar que para determinar a carga de tributos sobre os salários, segundo o IBPT, considera-se as contribuições previdenciárias e imposto de renda dos trabalhadores. Dos empregadores considera-se as contribuições previdenciárias patronais, o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e terceiros como o SAT (Seguro Acidente de Trabalho), salário-educação e sistema “S” (Sesc, Sesi, Senae etc).
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Além dos tributos
É claro que, além dos tributos que você paga ao contratar funcionários, existem ainda outros cálculos que devem ser planejados ao longo do ano, como férias e décimo terceiro salário, por exemplo.
Como estes benefícios são pagos um vez por ano, o ideal é ratear este valor entre os meses do ano. Assim, você deveria poupar 8,33% (100%/12) do valor do benefício mensalmente para ter o caixa preparado para quando chegar o momento dos pagamentos.
Obviamente gastos adicionais podem surgir eventualmente, mas ter pelo menos planejado o pagamento das despesas que discutimos já é suficiente para você parar e repensar se realmente você anda precisando contratar um determinado número de empregados que você sempre desejou.