Emprego de deficientes cai abaixo do exigido no Japão

Ao menos 1,8% da força de trabalho deve ser composta por deficientes, mas em 2004 esse percentual foi de 1,46%; cerca de 5% da população é deficiente

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SÃO PAULO – Em 2004, o número de empregos destinados a deficientes no Japão cai na comparação com o ano anterior. Os dados fazem parte de relatório divulgado pelo gabinete de governo, nessa terça-feira, dia 7.

Mais do que o recuo na comparação com 2003, os dados indicam que o total de vagas oferecidas para deficientes teria ficado abaixo da taxa mínima estabelecia pelo próprio governo, que é de 1,8%. Em junho de 2004, o total de deficientes empregados no setor privado japonês era de 257.939, o que representava 1,46% da força de trabalho empregada.

Cerca de 5% da população

Mais ainda, segundo pesquisa conduzida pelo Ministério da Saúde do Bem Estar e do Trabalho do Japão, o salário médio dos deficientes que trabalhavam em centros de ajuda foi de 22 mil ienes mais de dez vezes menos o salário recebido nas empresas privadas, o que sugere grande discrepância na remuneração dos deficientes japoneses.

Estima-se que no momento, existem 6,5 milhões de japoneses com algum tipo de deficiência, seja mental, física ou intelectual, no que representa cerca de 5% da população.