Employment Report não impede acentuação da queda do dólar comercial

Relatório de Emprego dos EUA traz preocupação com pressões inflacionárias; moeda ameaça perder patamar de R$ 1,90

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SÃO PAULO – Mesmo com a instabilidade vista nas principais bolsas norte-americanos, reagindo à percepção dos investidores frente aos dados do mercado de trabalho do país, o dólar comercial acentua sua trajetória declinante vista no início desta sessão e ameaça perder o patamar de R$ 1,90.

Em geral, os números do Employment Report ficaram em linha com as estimativas de analistas, com destaque à taxa de desemprego no país, que manteve em junho o patamar de 4,5% apurado no mês anterior. Contudo, a criação de mais empregos do que o esperado trouxe novamente à tona preocupações com pressões inflacionárias.

No cenário doméstico, o destaque fica com o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de junho. O indicador marcou inflação de 0,28%, acima das projeções contidas no último relatório Focus (+0,23%). Os investidores também seguem atentos à possibilidade de o Banco Central intervir no mercado cambial.

Cotações: dólar comercial e dólar futuro

O dólar comercial está sendo cotado a R$ 1,8990 na compra e R$ 1,9010 na venda, baixa de 0,73% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 2,0900 na venda, representando um ágio de 10,06% em relação ao dólar comercial.

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto está sendo cotado a R$ 1.911,
baixa de 0,47% em relação ao fechamento
de R$ 1.920
da última quinta-feira. O contrato com vencimento em setembro, por sua vez, opera
em baixa de 0,67%,
atingindo R$ 1.914 frente
a R$ 1.927 do fechamento de quinta-feira.