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SÃO PAULO – O Morgan Stanley traça um cenário um pouco incerto para os ativos de risco. De um lado, esses ativos – que incluem os mercados emergentes, bonds de high yield e com investment grade e commodities – parecem estar dando continuidade ao seu ciclo de alta. Mas, vistos por outra perspectiva, a tendência para esses investimentos pode ser um movimento “de lado”.
O estrategista-chefe de investimentos do banco, David Darst, vê argumentos para ambas as tendências. Segundo ele, pesam a favor de um bull market cíclico a recuperação da economia global, uma política monetária acomodativa nos EUA e inflação sob controle. No front corporativo, valuations razoáveis e recuperação dos lucros também são pontos que sustentam essa visão.
Entretanto, há também alguns fatores que justificam uma perspectiva um pouco menos positiva para esses ativos. Os desequilíbrios de dívida, consumo, poupança, comércio e câmbio de algumas das principais economias do mundo são um desses argumentos, assim como a qualidade das dívidas soberanas e das reservas cambiais. Além disso, o banco também avalia o impacto de longo prazo da recessão sistêmica de 2007-2008, e os efeitos da aposentadoria da geração “baby boomer”, desalavancagem e déficits dos governos.
Apesar disso, o banco mantém uma alocação overweight na maioria dos ativos considerados de risco, incluindo ações e bonds de emergentes e commodities.