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A Embraer (EMBJ3) garantiu 28 novos pedidos firmes de venda de seus maiores aviões, os modelos E-195 E2, para três clientes durante uma importante feira de aviação na Inglaterra, a Farnborough Airshow.
O Grupo Abra, dono da Gol, WamosAir e Avianca, encomendou 20 jatos da família, enquanto a Binter, companhia das Ilhas Canárias, encomendou mais cinco. A Luxair, que realiza voos a partir de Luxemburgo, na Europa, encomendou três aeronaves do modelo.
Segundo o banco americano Citi e o Santander Brasil, os pedidos devem adicionar à carteira da Embraer cerca de US$ 1,2 bilhão (cerca de R$ 6,1 bi). O número representa um aumento de 8% em relação à carteira de pedidos registradas em todo o primeiro trimestre deste ano.
Além dos pedidos firmes, as três companhias fecharam um total de 30 opções de compra, que não garante o compromisso financeiro de um pedido firme, mas prevê à empresa aérea que adquire uma demanda potencial de comprar aquele modelo da fabricante brasileira.
Ao fechar um acordo como esse, preços pré-determinados e um prazo é definido, e a aérea pode ou não optar por exercê-lo no futuro. Se essas opções se transformarem em pedidos firmes, seriam adicionados à carteira mais US$ 2,6 bilhões (ou R$ 13,2 bi, em valores atuais), segundo o Citi.
Com os negócios anunciados na feira inglesa, a marca adquire vantagens para além do financeiro. Para os analistas do Santander, o modelo “continua se mostrando um ativo estratégico e comprovado para clientes já existentes” diante dos novos pedidos de Binter e Luxair, que já operam as aeronaves em sua frota. O pedido da Abra, avalia Lucas Barbosa, impulsiona a conquista de novos mercados e geografias.

Embraer e Saab assinam acordo para potencial produção de 20 caças Gripen adicionais
Embraer ficará responsável pela montagem das aeronaves no Brasil

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Para os analistas do Citi, as entregas das 20 aeronaves para a Abra devem começar no quarto trimestre de 2027. Um ponto que chama a atenção dos analistas do banco americano é que, caso as aeronaves sejam destinadas à operação no Brasil, “o país passará a ser um dos poucos grandes mercados de aviação em que as três principais companhias aéreas operam aeronaves da Embraer, reforçando ainda mais a visibilidade e a presença da fabricante em seu mercado doméstico”, disseram os analistas chefiados por André Mazini.
Acordo para produção do caça Gripen
Também na feira, a Embraer anunciou a assinatura de um acordo junto a sueça Saab para a potencial produção de mais 20 caças Gripen na fábrica da empresa em Gavião Peixoto, no interior de São Paulo. Em comunicado, a companhia afirma que a Embraer será responsável pela montagem das aeronaves, “complementando a linha da Saab em Linköping, na Suécia, para atender à demanda global pelo caça sueco”.
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