Embraer sobe com recomendação e 9 ações respondem a resultados; veja destaques

Petrobras recua 2,7% após reunião do conselho, enquanto Marfrig, B2W, Oi e Gol têm queda forte antes de divulgarem seus resultados
(Divulgação)
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SÃO PAULO – Os últimos dias da temporada de resultados continua a ser destaque. Nesta terça-feira (12), pelo menos 10 ações refletem os balanços apresentados entre a noite da véspera e esta manhã. O Ibovespa encerrou esta sessão com queda de 1,56%, aos 51.804 pontos. Foram apenas 18 ações das 72 do índice encerrando em alta – sendo apenas 1 acima de 2% -, enquanto 9 papéis fecharam com queda maior que 3%.

Vale destacar, que empresas prestes a apresentar seus resultados ficaram entre as maiores perdas desta terça. Com destaque para B2W (BTOW3), que registraram perdas de 2,91%, a R$ 13,00. Marfrig (MRFG3, -3,37%, R$ 4,30), Oi (OIBR3, -4,18%, R$ 3,67; OIBR4, -3,81%, R$ 3,53) e Gol (GOLL4, -4,32%, R$ 9,97) – que também é impactada pelo dólar – também ficaram na ponta negativa antes de divulgar seus balanços. Para conferir os horários das divulgações dos balanços, clique aqui.

Na ponta positiva, chamaram atenção os ativos da Embraer (EMBR3, R$ 18,10, +1,91%), que subiram após o Citi elevar sua recomendação para as ações da empresa, passando de venda para neutra. Segundo a corretora, a companhia registrou perdas de 10% desde abril, ficando abaixo de seus pares. Os analistas Stephen Trent, Juliano Navarro e Kevin M Kaznica destacam ainda que ela é a única empresa de aviação no índice MSCI América Latina.

BB despenca depois de resultado
Das empresas que divulgaram seus balanços entre a noite de ontem e esta manhã, a reação do Banco do Brasil (BBAS3) chamou atenção devido a forte queda de suas ações de 5,30%, a R$ 26,60, depois de atingirem desvalorização mínima de 6,02%, a R$ 26,40.

Embora não tenha sido elogiado, o balanço do BB não deixou a desejar, avaliam o Credit Suisse e XP Investimentos. O banco atingiu lucro líquido de R$ 2,704 bilhões no terceiro trimestre, queda de 0,9% em relação ao mesmo período do ano passado. O lucro líquido ajustado, sem itens extraordinários, foi de R$ 2,61 bilhões no terceiro trimestre, queda de 1,8% na mesma base de comparação. O resultado ficou acima das projeções dos analistas do mercado, que apontavam R$ 2,49 bilhões.

“O resultado foi relativamente bom, mas já estava na ‘conta’. O mercado já esperava por esse desempenho e como não veio nada de extraordinário que justificassem novas altas as ações são penalizadas nesta sessão. Os papéis já subiram muito e tendem a realizar no curto prazo”, avalia a equipe de análise da XP Investimentos.

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Em teleconferência, o BB explicou que a mudança de projeção para o crescimento do crédito destinado a pessoa física foi motivada pela menor demanda da sociedade, mas também devido à maior concorrência. A expectativa é que sua carteira ampliada de crédito para pessoa física deve avançar de 14% para 18% e não mais de 16% a 20% como previsto anteriormente.

Petrobras cai 2,7% com reunião do conselho
Uma das companhias com maior participação no Ibovespa, a Petrobras (PETR3; PETR4) se destacou neste pregão com seus papéis ordinários registrando queda de 3,58%, a R$ 18,61, enquanto os preferenciais recuaram 2,69%, a R$ 19,55, pressionando para a queda do índice.

O conselho de administração da Petrobras teve uma reunião extraordinária nesta terça-feira às 15h (horário de Brasília) no prédio da estatal, segundo informações da agenda atualizada do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que também é presidente do conselho da estatal.

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O assunto da reunião não foi informado, mas havia expectativa de que o conselho pudesse discutir a nova metodologia de preços da empresa. Contudo, o ministro afirmou nesta manhã que o reajuste de combustíveis não é o tema da reunião.

Resultado da MRV agrada analistas, mas ações caem
O resultado final da MRV Engenharia (MRVE3) referente ao 3º trimestre do ano foi mais uma vez bem visto pelos analistas da XP Investimentos e Banco Espírito Santo, que destacaram a forte geração de caixa e a redução na alavancagem da companhia. Por outro lado, os números parecem não ter agradado os investidores, visto que as ações da empresa encerraram esta sessão com queda de 2,02%, a R$ 8,73.

A empresa viu seu lucro líquido cair 13,2% no terceiro trimestre na comparação anual conforme o esperado, e encerrou o período com geração de caixa de R$ 208 milhões. A construtora e incorporadora mineira informou que teve lucro líquido de R$ 131 milhões no terceiro trimestre, ante R$ 151 milhões um ano antes. O resultado ficou em linha com a média das projeções de analistas obtidas pela Reuters, de lucro líquido de 132,7 milhões de reais. 

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A receita líquida da MRV foi de R$ 1,072 bilhão no trimestre, alta de 4,9% na comparação com o mesmo período de 2012. Já o Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da companhia caiu 14,8% ano a ano, a R$ 196 milhões.

Ações da Dasa recuam mesmo com alta no lucro
Completando o time das empresas listadas no Ibovespa que divulgaram seus balanços, a Dasa (DASA3) viu seu lucro líquido aumentar em 34,5% no terceiro trimestre de 2013, para R$ 36 milhões. O Ebitda foi de R$ 120,7 milhões, expansão de 11,3% ante 2012. Mesmo assim, os papéis da companhia recuaram 1,54%, cotados a R$ 11,48.

A receita operacional líquida atingiu R$ 646,2 milhões no terceiro trimestre de 2013, aumento de 9,8% ante 2012. A margem Ebitda teve ligeira elevação passando de 18,4% no terceiro trimestre do ano passado para 18,7% neste ano.

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A empresa encerrou o trimestre com 521 unidades de atendimento total, sendo 455 unidades ambulatoriais e 66 unidades hospitalares. No caso das unidades hospitalares houve redução de 9,6% em relação ao terceiro trimestre do ano passado.

Alupar soma lucro líquido de R$ 82,3 mi
O lucro líquido do Alupar (ALUP11) totalizou R$ 82,3 milhões entre julho e setembro deste ano, com uma alta de 69,5% na comparação com os R4 48,5 milhões registrados no mesmo período do ano anterior. Já no acumulado dos primeiros nove meses, o lucro líquido atingiu R$ 221,9 milhões, com alta de 32,7% frente aos R$ 162,7 milhões no mesmo período de 2012. 

Já o Ebitda atingiu R$ 263,4 milhões, 9% superior aos R$ 241,7 milhões apurados no mesmo período do ano passado. A receita líquida ajustada subiu 9,5%, totalizando R$ 751,7 milhões. As ações da empresa registraram desvalorização de 2,04%, encerrando a R$ 16,35.

Locamérica: queda no lucro, queda nas ações
A Locamérica (LCAM3, R$ 7,86, -6,43%) registrou no terceiro trimestre um lucro líquido de R$ 3,6 milhões no terceiro trimestre, uma queda de 51,7% na comparação com o mesmo período do ano passado, principalmente devido a itens extraordinários e maiores despesas financeiras relacionadas ao aumento da Selic. 

A receita líquida teve crescimento de 7,6%, para R$ 133,3 milhões no terceiro trimestre, em meio ao aumento de 10,0% nas vendas de veículos seminovos e 6,1% nas receitas de locação de frotas. 

Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) totalizou R$ 38,8 milhões, uma queda de 5,4% em comparação aos R$ 41,0 milhões do terceiro trimestre de 2012. A margem Ebitda (Ebitda/ receita líquida) caiu para 48,4%, ante 54,2% do mesmo período do ano passado. O resultado financeiro líquido, por sua vez, ficou negativo em R$ 17,002 milhões, um aumento de 5,5% sobre  a despesa financeira líquida de R$ 16,122 milhões do terceiro trimestre de 2012. 

BicBanco registra lucro ajustado de R$ 35,2 milhões
O BicBanco (BICB4, R$ 7,70, +0,39%)  teve um lucro líquido ajustado de R$ 35,2 milhões no terceiro trimestre, com alta de 75,21% na comparação com os R$ 20,1 milhões registrados no mesmo período do ano passado. Já no acumulado do ano, a alta é de 17,7%, atingindo os R$ 103,1 milhões.

No critério contábil, o lucro líquido totalizou R$ 5,2 milhões, com forte queda frente aos R$ 60,6 milhões do terceiro trimestre do ano passado. Já as receitas da intermediação financeira somaram R$ 513,5 milhões, com alta de 17,1% ante o trimestre anterior. 

As despesas de intermediação financeira, por sua vez, totalizaram R$ 260,5 milhões, aumento de 2,7% em  relação ao segundo trimestre, refletindo o aumento da taxa de juros. 

São Martinho: receita líquida sobe 12,4%, mas ações caem
A moagem de cana-de-açúcar da São Martinho (SMTO3, R$ 31,23, +1,07%) teve uma alta de 30% nos seis primeiros meses do ano-safra 2013/14 frente ao mesmo período da safra anterior, atingindo 11,6 milhões de toneladas. O volume total de cana processada entre abril e setembro corresponde a 75,8% da meta projetada para toda a safra.

O aumento de produtividade dos canaviais da empresa foi o responsável pela maior produção, destacou a companhia, aliado ainda ao crescimento da área administrada, após a aquisição dos canaviais da São Carlos em dezembro do ano passado.

A receita líquida totalizou R$ 614,5 milhões entre julho e setembro, alta de 12,4% em relação ao mesmo período do ano passado.

Lucro da Direcional sobe 13,6%
Já o lucro líquido da Direcional (DIRR3) teve alta de 13,6% no terceiro trimestre frente a 2012, para R$ 62,1 milhões. Mesmo assim, os ativos da companhia recuaram 1,89%, a R$ 12,45.

Enquanto isso, a receita líquida aumentou 15,3%, para R$ 450,9 milhões. A receita líquida obtida de janeiro a setembro, de R$ 1,3 bilhão, foi recorde. O Ebitda ajustado subiu 12,6%, para R$ 86,7 milhões, enquanto a margem Ebitda ajustada foi de 19,2%.

A receita líquida teve crescimento de 7,6%, para R$ 133,3 milhões no terceiro trimestre, em meio ao aumento de 10,0% nas vendas de veículos seminovos e 6,1% nas receitas de locação de frotas. 

Positivo reverte lucro em prejuízo e papéis despencam
A Positivo (POSI3) registrou receita líquida de R$ 552,1 milhões entre os meses de julho e setembro, crescimento de 9,2% na comparação com o mesmo período do ano passado. A empresa, por sua vez, reverteu lucro em prejuízo líquido de R$ 18,9 milhões no trimestre.

O Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado caiu 11,7% na mesma base de comparação, para R$ 25,1 milhões. A margem Ebitda (Ebitda/Receita Líquida) ficou em 2,7%, queda de 1,2 ponto percentual. As ações da companhia tiveram forte queda de 6,17%, a R$ 3,50.


Repórter de mercados do InfoMoney, escreve matérias sobre ações, câmbio, empresas, economia e política. Responsável pelo programa “Bloco Cripto” e outros assuntos relacionados à criptomoedas.