Embraer poderá produzir jatos E175 na Índia em 2028 se conseguir 200 encomendas

Embraer poderá produzir jatos E175 na Índia em 2028 se conseguir 200 encomendas

Reuters

Logo da Embraer 3/7/2024 REUTERS/Amanda Perobelli/Arquivo
Logo da Embraer 3/7/2024 REUTERS/Amanda Perobelli/Arquivo

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SÃO PAULO, 9 Mar (Reuters) – A fabricante brasileira ⁠de aviões Embraer poderá lançar jatos regionais E175-E1 de ⁠uma possível linha de produção na Índia já em 2028, mas o ‌plano depende de encomendas de pelo menos 200 aeronaves, disse o presidente-executivo, Francisco Gomes Neto, à Reuters.

No início deste ano, a Embraer e o grupo indiano Adani anunciaram ‌um memorando de entendimento para estabelecer uma linha de montagem final para os jatos de primeira geração da empresa brasileira na Índia.

O governo indiano tem incentivado fabricantes de aeronaves a produzirem jatos localmente. Enquanto isso, a Embraer produz jatos comerciais apenas no Brasil.

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‘É claro que a gente não vai ‘startar’ nenhum investimento relevante se não tiver pedido. O ⁠que ‌nós estamos dizendo é assim: para fazer uma linha de montagem, nós precisamos de ⁠pelo menos 200 aviões para fazer lá’, disse Gomes Neto.

Caso as encomendas sejam garantidas até o final de 2026, a empresa poderá começar a entregar as aeronaves em 2028, acrescentou ele.

‘São mais ou menos 24 meses que a gente acha que consegue fazer isso começar a acontecer. Isso está claro, eles sabem ​disso, está claro para nós’, disse o executivo.

Gomes Neto afirmou que a Embraer identificou pelo menos 1.800 rotas na Índia que poderiam ser operadas por E1s – jatos ​com capacidade para até 88 passageiros, essenciais para a aviação regional dos EUA, mas que têm apresentado baixa demanda em outros lugares nos últimos anos.

O executivo observou que uma fábrica na Índia ajudaria a Embraer a impulsionar a produção, ao mesmo tempo que abasteceria sua linha híbrida de aeronaves no Brasil – que produz tanto ‌E1s quanto E2s – com encomendas da nova família E2, que ​tem apresentado forte demanda global.

A Embraer, que inicialmente tinha como meta atingir a marca de 100 entregas de aeronaves comerciais em um único ano, em 2028, agora vê possibilidade de alcançar esse marco em ⁠2027, afirmou o presidente.

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ARÁBIA SAUDITA ​E O C-390

Além de ​aeronaves comerciais, a Embraer também fez parceria com a indiana Mahindra para o cargueiro militar C-390, classificando o ⁠país como um ‘mercado estratégico’ para sua unidade de ​defesa.

Arábia Saudita, União Europeia e Estados Unidos também receberam esse título em 2024, mas Gomes Neto disse que as perspectivas de um pedido do país do Oriente Médio diminuíram.

‘Continua sendo uma ​frente de negócios, mas não está no ‘hotspot’ agora para nós’, disse ele, acrescentando que a Embraer está se concentrando na Índia e nos EUA.

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A ​Embraer esperava substituir a frota ⁠obsoleta de C-130 da Lockheed Martin da Arábia Saudita. Em 2023, quando o presidente Luiz Inácio Lula da ⁠Silva visitou o país, foi assinado um acordo com a SAMI, que contava com o apoio do fundo soberano saudita PIF, para explorar uma possível linha de montagem do C-390 no país.

‘A gente tem um bom produto lá, mas eu acho que eles tinham a visão de ter um avião maior. Está no nosso mapa, mas já não está no ​hotspot.’