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O Senado aprovou um novo orçamento plurianual de Defesa de R$ 30 bilhões até 2031, garantindo previsibilidade de recursos para programas estratégicos das Forças Armadas.
Na avaliação do BTG, o anúncio tem impacto duplo para Embraer, pois assegura continuidade de contratos locais e reforça a percepção de que a empresa se tornou menos dependente do governo brasileiro, com menos de 18% da receita da divisão Defesa proveniente de Brasília.

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Entre os projetos contemplados estão o SISFRON, no qual a Embraer atua como integradora de sistemas, as corvetas da classe Tamandaré e o programa Gripen, em parceria com a Saab. Contudo, a principal alavanca segue sendo o KC-390 Millennium, com forte demanda de países da OTAN, e o A-29 Super Tucano, consolidado em exportações e programas de treinamento.
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A carteira de pedidos (backlog) internacional da unidade atingiu US$ 4,3 bilhões no 2T25, impulsionado por contratos na Europa e negociações em andamento com EUA, Ásia e possivelmente a Ucrânia via parceria Saab. A empresa avalia expandir a produção do KC-390 nos EUA e ampliar parcerias com Coreia do Sul e Índia.
Segundo o BTG, o novo orçamento elimina incertezas domésticas, mas o crescimento estrutural da divisão Defesa vem do exterior, consolidando a Embraer como fabricante global de médio porte com margens e escala crescentes. “O cenário fortalece a tese de investimento no longo prazo, com ganhos de previsibilidade e diversificação geográfica”, avalia.
Resultados próximos da Embraer
A Embraer divulgará seus resultados do terceiro trimestre de 2025 no dia 4 de novembro, antes da abertura do mercado. O JPMorgan acredita que a companhia deverá revisar sua projeção de lucro antes de juros e impostos (EBIT) para cima. O consenso para o EBIT de 2025 da Embraer é de aproximadamente US$ 634 milhões, 2% acima da faixa superior da própria projeção da empresa e abaixo dos US$ 677 milhões previstos pelo JPMorgan.
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Com base nos sólidos resultados do primeiro semestre, com margem EBIT de 8,7%, o banco norte-americano espera que a Embraer revise sua orientação para uma faixa de 8,0% a 9,0%, aproximando-se da sua projeção e superando o consenso atual — o que reforçaria o desempenho positivo recente da companhia.
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O JPMorgan vê as ações da Embraer negociando a 10,2 vezes Valor da Firma (EV)/EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) para 2026, em comparação a 13,6 vezes da Airbus, 11,6 vezes da Bombardier e 26 vezes da Boeing. Com isso, manteve recomendação de compra e preço-alvo de R$ 107.