Embraer (EMBR3): novo pedido de Portugal fortalece carteira e posição internacional

KC-390 vem conquistando espaço como alternativa competitiva aos cargueiros tradicionais

Felipe Moreira

Ativos mencionados na matéria

Logo da Embraer 3/7/2024 REUTERS/Amanda Perobelli/Arquivo
Logo da Embraer 3/7/2024 REUTERS/Amanda Perobelli/Arquivo

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A Embraer (EMBR3) anunciou que Portugal assinou um aditivo contratual para a compra do sexto avião de transporte KC-390 Millennium da empresa, além de incluir opções de compra para outros dez jatos do mesmo tipo.

Embora a notícia já fosse amplamente esperada, o Santander vê o anúncio como um desenvolvimento positivo, por três motivos principais:

O Santander manteve recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado, equivalente à compra) e preço-alvo de US$ 63 por ADR (recibo de ações negociado nos EUA).

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A Genial Investimentos também vê a notícia como positiva para a Embraer, reforçando a tese de que o KC-390 vem conquistando espaço como alternativa competitiva aos cargueiros tradicionais.

O time da Genial ainda projeta que o novo pedido possa adicionar US$ 200 milhões ao carteira de pedidos (backlog) consolidado da companhia, com as opções abrindo espaço para novas encomendas de países europeus ou da OTAN.

Com relação à greve dos trabalhadores na planta de São José dos Campos, a Genial prevê impacto limitado, uma vez que menos de 10% dos empregados das unidades brasileiras da Embraer estão sindicalizados, o que reduz o risco de maiores interrupções na produção.

Na visão do JPMorgan, essa questão deve ser resolvida em breve, pois potenciais greves fazem parte de uma ferramenta dos trabalhadores para renegociar salários.

Considerando que não haja grande interrupção no cronograma de produção, o banco projeta um impacto potencial de 25 pontos-base na margem bruta nos próximos 12 meses, assumindo que a mão de obra represente 20% dos custos da Embraer na planta de São José dos Campos e que esse aumento impacte 100% da aviação comercial e 50% da aviação executiva.

O JPMorgan reiterou recomendação de compra e preço-alvo de R$ 107 por ação da Embraer